Porque faz sentido celebrar um partido em tempos difíceis
Para muitos cidadãos - sobretudo para quem se sente desanimado com o caminho que a sua vida tomou ou com a resposta da política aos problemas do nosso tempo - festejar o aniversário de um partido pode soar quase a cinismo. Num cenário dominado pela incerteza e pela frustração, pergunta‑se: o que existe, afinal, para assinalar?
Ser militante ou apenas simpatizante de um partido não é um estatuto reservado a uma elite afastada. Os políticos não habitam um mundo à parte: lidam, tal como qualquer cidadão, com as exigências e as dificuldades do presente. E, no espaço europeu, essa experiência não se afasta muito da realidade portuguesa.
Vivemos um período marcado pela guerra na Ucrânia, pela instabilidade no Médio Oriente e por investimentos elevados em Defesa. Ao mesmo tempo, enfrentamos uma crise energética que agrava o custo de vida, tensões comerciais com parceiros tradicionais e uma China cada vez mais competitiva. A tudo isto junta‑se a urgência climática, com impactos cada vez mais evidentes.
É precisamente em momentos como estes que se percebe como a liderança é essencial e como a decisão pública, nascida da democracia liberal, se tornou mais determinante do que nunca.
50 anos do Partido Popular Europeu (PPE) e a defesa do modo de vida europeu
Ao longo de cinco décadas, o Partido Popular Europeu (PPE) afirmou‑se como a força política com maior influência no continente. Desde os primeiros avanços da integração europeia até à consolidação da União Europeia como ator global, o PPE tem funcionado como um eixo de estabilidade, prosperidade e continuidade democrática. Trata‑se de um partido com tradição, que valoriza o modo de vida europeu e, simultaneamente, se ajusta aos desafios do seu tempo. Enfrentou ameaças políticas e manteve a confiança dos europeus através de respostas pragmáticas, firmes em valores. É esta a sua marca: ser o partido das pessoas.
Os políticos não vivem numa realidade paralela: enfrentam, como qualquer cidadão, as dificuldades do mundo contemporâneo
Em contraste com as vozes populistas da extrema‑direita e da direita radical, que põem em causa a liberdade europeia, e com correntes da esquerda e da extrema‑esquerda, tantas vezes presas a fundamentalismos e a revisionismos históricos, o PPE não se deixa imobilizar pelos acontecimentos. A sua orientação é inequívoca: salvaguardar o modo de vida europeu.
O PPE defende uma Europa unida na diversidade, capaz de modernizar as suas instituições para o século XXI e de se aproximar dos cidadãos. Aposta numa economia ao serviço das pessoas, assente no talento, na inovação e na criação de oportunidades. Trabalha por uma Europa segura e livre, que protege fronteiras, combate o crime e defende o Estado de direito. Promove uma Europa influente no mundo, comprometida com a paz, a democracia e a cooperação internacional. E assume a construção de uma Europa sustentável, enfrentando com ambição as alterações climáticas.
Assinalar os 50 anos do PPE significa reconhecer que, num mundo em rápida mudança, a Europa continua a necessitar de uma força política capaz de unir, proteger e projetar o melhor do nosso modelo de sociedade. É celebrar meio século de compromisso com a liberdade, a prosperidade e a dignidade humana.
O Laboratório do Futuro e a preparação do amanhã
É neste enquadramento que o PPE procura antecipar o amanhã. Criou o Laboratório do Futuro, onde identifica tendências emergentes e os desafios que irão moldar as próximas décadas - da nova corrida ao espaço à inteligência artificial, passando pela computação quântica. O propósito é participar ativamente na construção do futuro, guiado por valores e princípios.
Celebrar 50 anos é voltar a afirmar que o futuro da Europa depende da capacidade de erguer pontes, defender valores e agir com responsabilidade. É isso que o PPE tem procurado fazer ao longo de cinco décadas - e é isso que continuará a fazer.
Pelas pessoas, por cada europeu.
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