O futuro do Renault Clio tem sido colocado em causa por diversas vezes, sobretudo desde que os totalmente elétricos Renault 5 e Renault 4 foram apresentados e começaram a chegar ao mercado. Ainda assim, não há razão para preocupações.
Recentemente voltámos a «cruzar-nos» com os protótipos de ensaio da sexta geração do utilitário francês, numa altura em que a revelação deverá acontecer - tudo indica - ainda ao longo deste ano.
Ao contrário do Renault 4 e do Renault 5, que são exclusivamente elétricos, o Clio continuará a recorrer a motores de combustão com eletrificação. Estes propulsores terão diferentes níveis de apoio elétrico (seja em configuração de híbrido ligeiro, seja em híbrido) e dispensam carregamentos na tomada.
Adeus Diesel e gás no GPL
Quase tudo aponta para o fim do Diesel com a geração atual. Para o Renault Clio 2026, a expectativa é de que sejam utilizados apenas motores de ciclo Otto, a gasolina e a GPL. A solução bifuel, que reúne muitos adeptos em Portugal, deverá manter-se na sexta geração.
Mesmo assim, prevêem-se mudanças importantes. Se hoje o Clio a GPL utiliza o 1.0 TCe com 100 cv, a próxima geração deverá passar a apoiar-se no três cilindros de 1,2 litros (HR12) - o mesmo motor que integra o sistema híbrido do Austral. Com maior cilindrada, também deverá ganhar potência: a imprensa francesa aponta para 120 cv.
O novo HR12 deverá integrar um sistema de híbrido ligeiro de 12 V e assumir-se como a base da oferta mecânica do novo Renault Clio. Para lá da variante a GPL, é expectável que existam versões a gasolina com 100 cv e 115 cv, combinadas com caixa manual ou automática (dupla embraiagem), ambas de seis relações.
No topo da gama estará uma solução de híbrido completo, estreada pelo Dacia Bigster. No Renault Clio 2026, este conjunto substitui o atual 1,6 litros do Clio E-Tech Hybrid por um motor de maior capacidade, com 1,8 litros (HR18) - o que o deverá deixar ainda mais castigado pela nossa fiscalidade anacrónica. Em conjunto com um motor elétrico - produzido em Portugal, em Cacia - a potência deverá chegar aos 160 cv, mais 5 cv do que no Bigster.
A plataforma do Clio 2026
Embora os detalhes finais das motorizações do Renault Clio 2026 ainda não tenham confirmação oficial, há um ponto dado como certo: a base técnica. A plataforma é uma evolução da CMF-B, já utilizada pela geração atual.
Isso ajuda a explicar porque é que os protótipos de testes exibem proporções tão familiares: apesar da camuflagem ainda esconder praticamente tudo, parecem muito próximas - quase idênticas - às do Clio atual.
Ainda assim, é impossível ignorar os novos grupos óticos, com um desenho totalmente diferente, e também a grelha, que passa a apresentar múltiplos losangos - em linha com o logótipo da marca francesa.
Atrás, os farolins são inéditos, a linha da bagageira aparenta estar mais pronunciada e o óculo traseiro é (ainda) mais reduzido. De perfil, destacam-se os puxadores das portas traseiras, agora disfarçados na própria janela.
Quando chega?
A apresentação oficial da nova geração do Renault Clio poderá ainda demorar alguns meses. Tudo indica que aconteça no final deste ano, ficando a chegada ao mercado mais apontada para o início de 2026.
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