A Toyota vai encerrar, na primavera de 2026, a produção do Toyota GR Supra, assinalando o término da quinta geração deste nome emblemático da marca japonesa. Tal como já aconteceu no passado, a despedida surge sem um sucessor imediato. Ainda assim, a Toyota garante que o modelo terá continuidade e que a espera, desta vez, não terá a dimensão de duas décadas.
Fim de ciclo: produção do Toyota GR Supra termina em 2026
A atual geração do Toyota Supra - criada em colaboração com a BMW e montada na unidade da Magna Steyr, na Áustria - vai deixar de fazer sentido do ponto de vista industrial. O motivo está nas novas normas globais e nos custos necessários para adaptar o automóvel a esses requisitos.
“É simplesmente pouco eficiente do ponto de vista de custos continuar a investir num modelo de baixo volume como o Supra”, explicou Cooper Ericksen, vice-presidente sénior de Planeamento de Produto da Toyota Motor North America, numa entrevista à Motortrend.
Parceria com a BMW e dúvidas sobre o sucessor do Toyota Supra
Apesar do fim da produção, a marca diz que o Toyota Supra não vai desaparecer do radar. “Definitivamente, vai haver um intervalo. A questão é: qual será a dimensão desse intervalo?”, afirmou Ericksen, antes de acrescentar: “O nosso objetivo é que seja significativamente menor”, quando comparado com os 20 anos anteriores.
O regresso do Supra em 2019 foi viabilizado pela parceria com a BMW, da qual nasceu também o Z4. Agora, a principal incerteza é perceber se a Toyota voltará a unir-se à marca bávara ou se avançará de forma independente no desenvolvimento do sucessor. “Ainda não se sabe quando nem como”, reforçou Ericksen.
David Christ, diretor da divisão Toyota na América do Norte, também confirmou que existe vontade interna de avançar com uma nova geração: “Adoraríamos fazer uma nova geração do Supra. Gostava de estar nessa reunião, mas provavelmente não estarei. Essa decisão está muito acima de mim”.
Supra adiado, mas não esquecido
Por enquanto, a Toyota está a direcionar meios e investimento para lançamentos considerados mais estratégicos e com volumes superiores. A chegada da nova geração do RAV4 em 2026, com plataforma eletrificada, sistema multimédia renovado e mais tecnologia, é um exemplo do tipo de esforço necessário para manter competitiva uma oferta que, só nos EUA, soma 35 modelos entre Toyota e Lexus.
“Gostávamos de fazer tudo agora, mas temos as mãos cheias só para continuar a vender os nossos produtos principais”, sublinhou Ericksen. E recorreu a uma comparação para ilustrar o desafio do Supra: “Ou se remodela ou se constrói de novo. E neste caso, o Supra precisa de uma casa nova”.
Mesmo com o calendário em aberto, a intenção de devolver o Supra ao mercado mantém-se firme. “O objetivo é ter uma nova geração do Supra. Com ou sem parceiro. Vamos ter de esperar para ver. O meu objetivo é entregar um produto que os nossos entusiastas voltem a adorar”, concluiu.
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