Saltar para o conteúdo

Eve Air Mobility conclui com êxito a fase de voos pairados e de baixa velocidade do protótipo de engenharia

Dois técnicos com coletes refletores e capacetes observam um drone de grande porte a voar num aeroporto.

Eve Air Mobility fecha a fase de voo estacionário e baixa velocidade

A Eve Air Mobility comunicou que terminou com êxito a fase de voo estacionário e de baixa velocidade do seu protótipo de engenharia. Este marco permitiu recolher dados de elevada precisão, dando continuidade ao programa até aos futuros ensaios de transição.

Seguindo uma estratégia progressiva e rigorosa, a Eve foi alargando passo a passo o envelope de voo. Antes de avançar para testes mais exigentes, a equipa foi confirmando, com base em medições reais, a validade dos modelos, dos sistemas de controlo e do comportamento global da aeronave.

Ao longo de 59 voos, foi verificado que os sistemas de controlo apresentaram um desempenho estável e previsível dentro do envelope analisado. Em paralelo, aumentou-se o conhecimento sobre cargas estruturais, aerodinâmica, propulsão e gestão de energia.

Ensaios e validação do envelope de voo

Nesta etapa, a aeronave evidenciou estabilidade em voo estacionário e durante manobras gradualmente mais complexas. Foram conduzidos testes de baixa velocidade, abaixo de 15 nós (27,78 km/h), com o objectivo de validar os sistemas de controlo, os efeitos do fluxo descendente dos rotores, o comportamento térmico e o modelo de propulsão.

Depois, as operações passaram para cerca de 20 nós (37,04 km/h). Esta expansão incluiu manobras simultâneas nos quatro eixos de controlo, reforçando a validação dos modelos aerodinâmicos e das estimativas de cargas.

Marcos atingidos e dados recolhidos

Entre os resultados desta fase, destacam-se mais de 100 pontos de ensaio em voo e as primeiras demonstrações de aterragem automática e de um modo de comando eléctrico simplificado, activado quando o modo principal não está disponível. A aeronave atingiu 215 pés (aproximadamente 65,5 metros) de altitude em relação ao solo e manteve-se no ar durante 3 minutos e 48 segundos.

O comportamento sob comandos simultâneos nos quatro eixos manteve-se consistente, com níveis de ruído dentro do esperado. Além disso, o desempenho dos sistemas de propulsão e das baterias ficou acima das projecções iniciais.

Marcelo Basile, Líder de Testes da Eve, salientou que os dados recolhidos apresentam elevada fiabilidade para validar e aperfeiçoar os modelos aerodinâmicos, de propulsão e de cargas estruturais, permitindo uma expansão disciplinada do envelope de voo.

Próxima fase: ensaios em solo e voos de transição

Com os ensaios em solo previstos para a etapa seguinte, a equipa considera estar preparada para iniciar os voos de transição. Nesses testes, será verificada a sincronização entre os propulsores de sustentação e os de avanço antes do voo de cruzeiro.

Nas próximas semanas, o protótipo irá realizar ensaios em solo para preparar os voos de transição, previstos para o segundo semestre de 2026. Trata-se de uma fase essencial para o desenvolvimento da aeronave final e para o avanço rumo ao voo sustentado pelas asas.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário