O CUPRA DarkRebel começou por ser criado em ambiente digital, no Metahype - o espaço da marca no metaverso. Depois de ter sido apresentado há alguns meses, ganha agora forma no mundo real, como objeto físico, e está em exposição no Salão de Munique.
Do Metahype ao modelo físico
A versão final desta carrinha desportiva de dois lugares, 100% elétrica, resulta de 270 mil configurações feitas em linha por entusiastas da marca, através de um Hiper Configurador desenvolvido especificamente para o projeto.
CUPRA DarkRebel: exterior, cor e assinatura luminosa
Para lá das linhas intensas e dos elementos aerodinâmicos assumidamente exagerados que já eram conhecidos - “a provocação máxima do design CUPRA”, como descreve a marca -, o protótipo apresenta-se num violeta muito escuro, com um efeito semelhante ao mercúrio líquido, que varia conforme a luz incide sobre a carroçaria de formas marcantes.
O DarkRebel não antecipa qualquer modelo de produção, mas serve para concentrar e amplificar aquilo que podemos esperar da linguagem estética futura da marca: superfícies altamente expressivas e grafismos fortes e imediatamente reconhecíveis.
Nesse sentido, a identidade da CUPRA evolui para uma nova assinatura luminosa composta por três elementos triangulares. Essa solução já tinha sido vista no Tavascan, o elétrico «SUV-cupé», que também esteve presente em Munique.
Na traseira, a iluminação volta a usar os mesmos três triângulos, acrescentando ainda uma faixa LED muito fina que interrompe a sua orientação para contornar o símbolo da CUPRA ao centro… igualmente iluminado.
No DarkRebel, sobressai também o desenho das jantes, inspirado nos automóveis de competição da CUPRA e pensado para equilibrar desempenho e eficiência. Estas retomam a forma triangular do emblema da marca e expandem-na de forma paramétrica, combinando raios em negro com apontamentos em cobre e componentes transparentes.
Interior é tão radical como o exterior
Por dentro, o ambiente aposta num minimalismo que não abdica de um impacto visual arrojado. Tal como no exterior, recorre ao desenho paramétrico, juntando impressão 3D (fabricação aditiva) e materiais mais sustentáveis (incluindo bambu 90% biodegradável).
Ao centro, a espinha metálica feita com tecnologia de impressão 3D domina o habitáculo, chamando a atenção quase como se fosse uma peça escultórica.
Os bancos tipo baquet Supersport são outro ponto de destaque: incluem apoios de cabeça revestidos com tecido de tricotagem 3D e assentam numa estrutura produzida num material transparente de aspeto cristalino, com inserções em cobre.
O CUPRA DarkRebel integra ainda uma câmara térmica no tejadilho. Este sistema acompanha as condições no habitáculo e intervém no controlo da climatização, ajustando automaticamente a temperatura e os fluxos de ar. A iluminação ambiente nessa área também se altera, sinalizando visualmente se a temperatura está a subir ou a descer.
E as prestações?
Seria expectável que a CUPRA, ao mostrar algo tão extravagante do ponto de vista visual como o DarkRebel, apresentasse números impressionantes - mas isso não aconteceu.
Sabe-se apenas que é 100% elétrico e que o seu objetivo é, acima de tudo, funcionar como manifesto visual do futuro da linguagem estética da marca.
As hipóteses de vermos algo parecido com o DarkRebel chegar à produção são, por isso, reduzidas.
Ainda assim, Wayne Griffiths, diretor executivo da SEAT e da CUPRA, afirmou durante a revelação virtual do protótipo, em abril: “é tempo de pensar no futuro. O nosso próximo sonho. O CUPRA DarkRebel é a interpretação da nossa visão”.
Quem sabe? Talvez no futuro exista espaço para um desportivo… na desportiva CUPRA. Com as linhas do DarkRebel ou não.
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