Substituição do USS Gerald R. Ford no Médio Oriente
Depois de surgirem notícias sobre a chegada do USS Gerald R. Ford ao porto de Split, na sequência de vários trabalhos de reparação realizados na Baía de Souda, a Marinha dos Estados Unidos avançaria com o envio de um outro porta-aviões nuclear para o Médio Oriente, com o objectivo de ocupar o seu lugar. Em concreto, tratar-se-ia do USS George H. W. Bush, que foi visto por meios de comunicação locais a sair da Estação Naval de Norfolk e que, segundo responsáveis do ramo, se juntaria aos ataques que Washington está a efectuar contra o Irão no âmbito da Operação Epic Fury.
Exercício COMPTUEX e integração no CSG 10
Importa lembrar que o USS George H. W. Bush concluiu recentemente um Composite Training Unit Exercise (COMPTUEX) em águas do Oceano Atlântico, tendo regressado à Estação Naval de Norfolk no início do mês em curso. Nessa ocasião, o navio e a sua guarnição puderam operar em conjunto com todas as componentes do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 10 (CSG 10), com ênfase em missões que exigiam o emprego de capacidades de defesa aérea e no reforço da coordenação com as escoltas.
Conforme já tinha sido noticiado, participaram os contratorpedeiros USS González (DDG 66), USS Mason (DDG 87), USS Ross (DDG 71) e USS Donald Cook (DDG 75), bem como a fragata espanhola Blas de Lezo.
Dispositivo actual da Marinha dos Estados Unidos e incertezas
Por outro lado, convém sublinhar que, neste momento, a Marinha dos Estados Unidos teria apenas um porta-aviões nuclear destacado no Médio Oriente após a saída do USS Gerald R. Ford em direcção a território europeu para reparações: o USS Abraham Lincoln, acompanhado pelo seu próprio grupo de ataque. Em termos operacionais, esta força estaria posicionada a norte do Mar da Arábia, sendo reportadas descolagens frequentes de aeronaves para manter a pressão militar sobre o Irão, sob comando do Comando Central dos Estados Unidos.
Até agora, na ausência de confirmação sobre os planos de curto prazo da Marinha norte-americana, não é conhecido o tempo necessário para o USS George H. W. Bush chegar à sua nova área de operações a partir de Norfolk. Do mesmo modo, a instituição não divulgou informação adicional sobre a missão do USS Gerald R. Ford após concluir a sua permanência na Croácia, mantendo-se a dúvida sobre se regressará posteriormente às operações contra o regime iraniano ou se permanecerá em águas do Mediterrâneo.
Desgaste do USS Gerald R. Ford e historial de missões
Este ponto não é secundário, sobretudo tendo em conta que o mais moderno porta-aviões nuclear dos Estados Unidos já atravessou um período de destacamento prolongado, iniciado em Junho passado e que, segundo a Marinha dos Estados Unidos, deverá terminar em Maio. Caso se confirme, isso corresponderá a um destacamento de aproximadamente 11 meses, configurando o maior desafio vivido pela tripulação do USS Gerald R. Ford e, em simultâneo, uma carga operacional significativa para a guarnição e para o próprio navio, que já registou incêndios e problemas no sistema sanitário.
Ao longo destes meses, o navio acumulou uma extensa sequência de missões que o levaram ao Círculo Polar Árctico, ao Mediterrâneo, às Caraíbas e ao Mar Vermelho. Entre as mais relevantes antes do seu envio para o Médio Oriente, destacou-se a participação em operações de Washington destinadas a aumentar a pressão sobre o governo venezuelano, as quais, segundo foi noticiado, culminaram na captura de Nicolás Maduro para posterior transferência para os Estados Unidos. Além disso, o navio já tinha efectuado uma escala anterior em Split no final de Outubro de 2025, participando então numa visita com propósitos logísticos e diplomáticos.
Imagens utilizadas para fins ilustrativos.
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