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JN KIDS: Alunos de Carnaxide entrevistam Roberta Medina no "Pergunta Tu" sobre o Rock in Rio Lisboa

Criança a entrevistar professora sorridente, com colegas e instrumentos de música numa sala iluminada.

JN KIDS - Lucília Carvalho, Maria Francisca Marques e Miguel Laranjo, alunos do 5.º ano da Escola Vieira da Silva, em Carnaxide, colocam várias perguntas a Roberta Medina no programa "Pergunta Tu". A empresária responsável pelo festival Rock in Rio Lisboa sublinha que as crianças são um público a ter em conta.

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Lucília Carvalho, 11 anos

Qual é a tua profissão?

Sou empresária, embora a minha formação seja em publicidade. A minha família tem uma agência de publicidade e, como sempre gostei de desenhar e de pintar, achei durante muito tempo que iria trabalhar lá. Hoje, o meu dia a dia passa por produzir festivais de música.

Querias trabalhar em música desde pequena ou tinhas outro sonho?

O meu pai [Roberto Medina] sempre foi um grande comunicador e nós sonhávamos ao ouvir as histórias que ele contava. Como eu gostava de desenhar, ele dizia que o meu irmão do meio seria presidente da empresa e que eu ficaria com a parte criativa. Eu ficava danada e dizia: "Como assim? Ele vai ser presidente? Vai mandar em mim?". Mais tarde, num projeto que o meu pai estava a desenvolver para um centro comercial, onde havia shows da Disney, convidaram-me a participar. Foi aí que me apaixonei pela produção de eventos.

Passa mais tempo em Portugal do que no Brasil?

Sim, passo. Estou em Portugal há 23 anos e, no início, fazia muitas viagens. Depois, quando me casei com um português e tive a minha filha, a Lua, tornou-se mais simples permanecer em Lisboa - que é a minha casa.

Posso entrar no Rock in Rio Lisboa?

Só não entram menores de três anos. A idade recomendada é a partir dos seis, sete anos, porque são muitas horas de espectáculo. Por isso, já podem!

Já pensaste organizar um Rock in Rio Kids?

Já pensei, sim. Até porque é um dos dias de que eu mais gosto e, este ano, há a Katy Perry, o Pedro Sampaio, os Calema e os Napa. Então, tem ali uma "galera" que a garotada quer ver. Mas, num Rock in Rio Kids, o grande desafio é que uma estrutura do tamanho do Rock in Rio Lisboa é muito cara. E, para ser pensado para crianças, teria de ter um bilhete mais barato e menos gente. Por isso, não sei se essa conta vai fechar. Mas eu adoraria fazer um Rock in Rio Kids!

Maria Marques, 11 anos

A música não toca muito alto?

Toca bastante alto. Mas, hoje em dia, é possível definir com os engenheiros a intensidade do som, garantindo que fica igual à frente, a meio ou mais atrás. Crianças muito pequenas devem usar aqueles auscultadores que abafam o som.

As bandas que vêm a Portugal são simpáticas?

São muito simpáticas e, além disso, são recebidas muito bem - e acho que isso acaba por se refletir nas atuações. É muito "bacana" perceber como Portugal é um país de que os artistas gostam mesmo. Ou seja, é um país onde dá gosto tocar.

Miguel Laranjo, 11 anos

Qual foi a banda mais fixe que já conheceu?

Tenho um carinho muito especial pelos Xutos & Pontapés. Eu não os conhecia e foi o Rui Veloso quem nos apresentou. Fui vê-los no primeiro Rock in Rio Lisboa e falei: "Meu Deus, quem são esses caras?"

Gostavas de ir ao palco cantar?

Não canto nem no chuveiro. Se tivesse de subir ao palco para falar, antes ia dar-me uma grande dor de barriga, mas aguentava. Para cantar, não - não canto mesmo. Eu percebo do que o público gosta, mas isso é diferente de saber fazer música e de saber tocar instrumentos.

A entrevista é transmitida na rádio TSF este domingo às 15 horas

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