Candidatura de Nuno Correia da Silva à liderança do CDS-PP em Alcobaça
O centrista Nuno Correia da Silva entra na disputa pela liderança do CDS-PP no 32.º Congresso Nacional do CDS-PP, marcado para 16 e 17 de maio, em Alcobaça. Antigo elemento da direção liderada por Manuel Monteiro, avança como opositor ao atual presidente, Nuno Melo, defendendo uma “rutura com o atual rumo” assente numa maior “autonomização” do partido.
A moção “Liberdade em Movimento” e o regresso à direita social e popular
Sob o título “Liberdade em Movimento”, a moção sustenta que o CDS-PP deve voltar à sua matriz de direita social e popular. No texto, o candidato sublinha como bandeiras próprias a defesa “inabalável da liberdade”, da “família” e do “mérito individual”, além de apontar como prioridade a renovação dos quadros.
A orientação apresentada surge alinhada com a moção da Juventude Popular, noticiada pelo Expresso, que também será levada à reunião magna.
Identidade do CDS-PP, relação com o PSD e alerta contra a “diluição”
“O CDS-PP tem de se afirmar. Temos de marcar as nossas fronteiras políticas com bandeiras próprias. A aliança com o PSD só será forte se houver complementaridade. Se anularmos a nossa identidade, estaremos a falhar aos nossos militantes e ao país”, escreve Nuno Correia da Silva, numa nota enviada ao Expresso.
À semelhança da JP, o candidato que enfrenta Nuno Melo avisa que o partido não deve continuar “acomodado na sombra do PSD” e considera que a lealdade institucional ao parceiro de Governo não pode confundir-se com “unanimismo”, nem com “diluição da identidade” do CDS.
Cinco pilares estratégicos: Habitação, Educação, Saúde, Energia e Política Fiscal
Na sua moção, Nuno Correia da Silva estrutura a proposta em cinco pilares estratégicos - Habitação, Educação, Saúde, Energia e Política Fiscal - defendendo que o CDS-PP tem de apresentar soluções próprias e distintivas para responder aos problemas do país.
Críticas sobre Belém e antecedentes da corrida interna
Em janeiro, Correia da Silva criticou igualmente a decisão do CDS de não apoiar qualquer candidato a Belém na segunda volta das presidenciais: “Muitas perguntas poderiam ser feitas, mas o CDS não fez nenhuma. Apenas disse que não apoia socialistas ou populistas. Acontece que os resultados da primeira volta já fizeram um vencedor, e esse é o que chamam candidato populista”, escreveu num artigo publicado no Observador.
Em 2022, o antigo deputado centrista e ex-vereador na Câmara de Lisboa já tinha concorrido à liderança do CDS, numa disputa (inicialmente) a três que incluiu também Miguel Mattos Chaves, e da qual Nuno Melo saiu vencedor. Ainda assim, acabou por não submeter a votos no Congresso a sua moção de estratégia global.
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