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Opel revê meta de 2028 e adia o Manta, mas aposta no Corsa GSE

Automóvel branco Opel Corsa GSE-e elétrico estacionado num showroom moderno.

Metas elétricas da Opel: recuo em 2028 e Manta empurrado para mais tarde

O plano da Opel parecia direto: tornar-se uma marca 100% elétrica em 2028, ressuscitar o nome histórico Manta como modelo elétrico a meio da década e assumir a dianteira da transição elétrica nos segmentos de entrada. No entanto, esse roteiro não se concretizou.

A marca alemã recuou e deixou cair a meta de comercializar apenas automóveis elétricos a partir de 2028, optando por manter uma abordagem “multi-energias”. E quanto ao Manta? O diretor-executivo, Florian Huettl, confirmou ao Der Spiegel que o modelo não deverá chegar ao mercado antes do final da década - e que até poderá só aparecer na década seguinte.

Huettl apontou como justificação o facto de o crescimento do mercado elétrico e a expansão da infraestrutura de carregamento terem ficado muito aquém do que se previa. A intenção era real, mas o mercado não acompanhou. Esta mudança está alinhada com a postura da própria Stellantis e com a de outros construtores, que têm vindo a moderar metas de eletrificação perante a incerteza do ritmo de adoção. Não se trata de “atirar a toalha ao chão”, mas de ajustar o compasso às condições efetivas da transição.

A excepção elétrica chama-se Corsa GSE

Apesar disso, há decisões que não entram em espera. Depois da atualização do Astra - que já pudemos conduzir -, a principal novidade da Opel este ano continuará a ser integralmente elétrica: o Corsa GSE.

O novo Opel Corsa GSE assume-se como herdeiro espiritual do Corsa OPC na era elétrica e já tem apresentação marcada para o Salão de Paris, entre 12 e 18 de outubro de 2026.

Desenvolvimento e componentes do Opel Corsa GSE

A Opel está a fechar os últimos acertos deste desportivo elétrico compacto no circuito de Nürburgring e a promessa é elevada. A receita baseia-se nos mesmos elementos do Mokka GSE - já à venda em Portugal -, mas aplicados a um automóvel mais pequeno e mais leve: motor dianteiro com 280 cv, diferencial autoblocante Torsen, suspensão desportiva e travagem reforçada.

Rivais, plataforma e autonomia

Este conjunto de ingredientes deverá complicar a vida ao Alpine A290, um dos principais adversários, que tem menos 60 cv. Mas a lista de rivais inclui também o «primo» francês Peugeot 208 GTI, com o qual partilha a base, bem como os componentes elétricos e mecânicos. Soma-se ainda a bateria de 54 kWh, que deverá permitir superar os 324 km de autonomia do Mokka.

O que vem a seguir

Se 2026 se antevê relativamente calmo para a Opel, 2027 deverá trazer mais agitação - e, novamente, com o Corsa no centro. A próxima geração será apresentada em 2027 e passará a assentar na nova plataforma STLA Small, a mesma que será usada pela futura geração do 208.

A nova geração deverá ser 100% elétrica - há rumores que apontam para autonomias até 500 km -, mas o cenário ainda levanta dúvidas. A STLA Small foi desenhada para privilegiar cadeias cinemáticas elétricas, embora mantenha compatibilidade com motores de combustão. Assim, permanece em aberto se o próximo Opel Corsa seguirá uma lógica multi-energias, como acontece hoje, ou se a geração atual continuará no mercado durante mais alguns anos para responder a essa procura.

Seja qual for o caminho, a aposta renovada numa estratégia multi-energias, mais pragmática, continuará a definir a Opel no curto e médio prazo. Mais detalhes sobre este ajustamento estratégico deverão ser conhecidos em maio, durante o Investor Day 2026 da Stellantis.

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