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Pagani Huayra R Evo: evolução a céu aberto do Huayra R

Carro desportivo preto com detalhes vermelhos exposto num piso com acabamento em mármore.

A equipa de Horacio Pagani tem vindo a lapidar o “diamante” que é o Huayra R e acaba de revelar o Pagani Huayra R Evo.

Como a designação sugere, esta é uma evolução do Huayra R - um modelo exclusivo para circuito - que cresce em várias frentes e acrescenta uma característica muito pedida pelos clientes: condução a céu aberto.

Para tornar isso possível numa máquina tão extrema como o Huayra R, a Pagani teve de criar novas soluções estruturais, garantindo que a rigidez e a segurança não eram sacrificadas.

A retirada de dois painéis do tejadilho não é apenas uma das diferenças face ao Huayra R: de acordo com o fundador, foi mesmo o ponto de partida de todo o projecto.

“Vamos começar por remover o tejadilho e continuar a partir daí…”
Horacio Pagani, fundador e diretor de design da Pagani Automobili

Horacio Pagani explicou ainda que a inspiração surgiu enquanto assistia a uma corrida de Fórmula Indy, ao reparar nos pequenos para-brisas aerodinâmicos dos monolugares.

A segunda grande distinção do Huayra R Evo em relação ao Huayra R está no aumento de 190 mm no comprimento (ficando próximo dos 5,2 m). O resultado é um verdadeiro Codalunga (cauda longa), com a Pagani a beber inspiração nos protótipos que disputaram as 24 Horas de Le Mans nas décadas de 60 e 70.

Números e medidas do Huayra R Evo

Além do incremento no comprimento, alguns componentes aerodinâmicos também aumentaram, como o defletor dianteiro, que cresceu mais 10 cm. Com estas alterações, a força descendente é agora 45% superior e a eficiência aerodinâmica melhorou cerca de 21%.

O dado aerodinâmico mais inesperado? O Pagani Huayra produz 5% mais força descendente sem os painéis do tejadilho do que com eles montados.

Passando às dimensões, a largura é de 2,077 m e a altura fica abaixo de 1,12 m. A distância entre eixos é de 2,8 m, mas talvez o número mais impressionante seja o peso do conjunto: apenas 60 kg acima de uma tonelada (a seco).

V12 naturalmente aspirado

A “alma” do Pagani Huayra R Evo mantém-se: o mesmo 6.0 V12 naturalmente aspirado (da HWA e não da AMG) que equipa o Huayra R. Ainda assim, nesta evolução soma mais 50 cv, atingindo 900 cv às 8750 rpm - o Pagani mais potente de sempre.

O binário máximo é de 770 Nm e surge de forma constante entre as 5800 rpm e as 8200 rpm. Já a «linha vermelha» no conta-rotações aparece apenas às 9200 rpm.

O V12 está ligado a uma caixa sequencial de seis relações (apenas 80 kg) que, tal como o motor, é fixada ao monocasco para assegurar elevados níveis de rigidez no conjunto. E rigidez não falta.

De facto, o Huayra R Evo é 38% mais rígido do que o antecessor, beneficiando da mesma tecnologia de fibra de carbono originalmente desenvolvida para o Utopia.

Como seria de esperar, a tração é feita apenas às rodas traseiras, e a velocidade máxima anunciada pela marca é de 350 km/h.

Para lá do motor, o Pagani Huayra R Evo recebe um sistema de travagem melhorado, desenvolvido em conjunto com a Brembo, com discos carbocerâmicos ventilados.

A ligação ao asfalto fica a cargo da Pirelli, que criou um conjunto de pneus lisos da família P Zero, montados em jantes de 19” à frente e 20” atrás.

Quanto custa?

A Pagani não revelou preços nem quantas unidades irá produzir do Huayra R Evo. No entanto, por se tratar de um modelo exclusivamente para pista, fará parte do programa “Arte in Pista”.

Criado em 2021 com o Huayra R, este programa promove eventos em circuitos certificados pela FIA, permitindo que os proprietários dos Zonda R, Zonda Revolución, Huayra R e agora Huayra R Evo possam tirar partido das suas máquinas. Tudo isto com acompanhamento de técnicos da Pagani e pilotos profissionais - e sem faltar um fisioterapeuta e um nutricionista.


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