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Modelos icónicos desenhados pela Pininfarina

Automóvel desportivo clássico vermelho exposto em sala branca com quadros e uma planta.

Ao longo deste século, a Pininfarina foi vendo escapar alguns dos seus maiores clientes - até a Ferrari passou a desenvolver o desenho dos seus modelos dentro de portas. Em paralelo, a capacidade industrial da empresa esteve suspensa ou subaproveitada, o que acabou por agravar ainda mais a sua situação financeira.

Perante este contexto, a Pincar (sociedade que detinha a Pininfarina) não teve grande margem de manobra: acabou por vender o capital ao colosso indiano Mahindra & Mahindra, um dos maiores fabricantes indianos de automóveis, camiões, máquinas e motociclos.

Ainda assim, a Pininfarina continua a existir enquanto estúdio de design e mantém trabalho regular para a indústria automóvel - a vietnamita VinFast tem sido um dos clientes mais presentes, por exemplo. Entretanto, nasceu também a Pininfarina Automobili, uma marca automóvel recente que, para já, tem apenas o hipercarro elétrico Battista no catálogo.

Hoje, porém, o foco está no legado: um passado que deixou um portefólio vastíssimo e que não se resume aos modelos Ferrari. Na verdade, a assinatura Pininfarina aparece em inúmeras marcas e em muitos mais automóveis do que se pensa.

Segue uma pequena amostra dessa obra.

Alfa Romeo GTV

O regresso do GTV nos anos 90 bebeu inspiração no protótipo 164 Proteo. Já o modelo de produção foi desenvolvido sobre a plataforma Tipo 2 do Grupo Fiat - a mesma base usada no Fiat Tipo, no Alfa Romeo 145 e no Fiat Coupé.

Mesmo hoje, as linhas desenhadas pela Pininfarina continuam a ser inconfundíveis, embora nunca tenham sido unanimidade, como ficou claro pelas reações aquando do lançamento. Além do GTV, esta linguagem estética viria também a dar origem ao Spider.

Alfa Romeo Spider

Entre as criações mais marcantes da Pininfarina, o Alfa Romeo Spider manteve-se em produção durante quase três décadas (1966-1994). Ao longo desse período recebeu várias atualizações, mas sem nunca trair as linhas essenciais do desenho original.

Cisitalia 202

Apresentado em 1947 e produzido em pouquíssimos exemplares, o Cisitalia 202 é, para muitos, um desconhecido - mas ocupa um lugar decisivo na história do design automóvel.

A razão é simples: ao juntar aquilo que, até então, eram normalmente três volumes distintos - o capô e os dois guarda-lamas - num único volume contínuo, estabeleceu o padrão que muitos seguiram depois. As suas massas e proporções serviram ainda de referência para o desenho de inúmeros coupés ao longo das duas décadas seguintes.

A sua importância foi reconhecida pelo MoMA, o museu de arte moderna de Nova Iorque (EUA), que adquiriu um exemplar hoje em exposição permanente.

Fiat 124 Spider

O atual Fiat 124 Spider é um exercício de revivalismo. Derivado do Mazda MX-5, este descapotável de tração traseira recupera as linhas-chave do 124 Spider da década de 60.

Ainda assim, não apresenta a mesma «pinta» do original - desenhado pela Pininfarina -, um modelo que foi um enorme sucesso, quer no plano comercial (sobretudo nos EUA), quer na competição, onde ganhou notoriedade como Fiat 124 Abarth Rally.

Lancia Aurelia Spider

Curiosamente, o desenho do Lancia Aurelia ficou a cargo da italiana Ghia.

Já a hipótese de desenvolver uma versão Spider foi entregue de «mão beijada» à Pininfarina - e rapidamente esta variante se tornou a mais cobiçada de toda a família Aurelia.

Lancia Flaminia

Assente na mesma base do Lancia Aurelia, o seu antecessor, este Lancia Flaminia teve um desenho concebido integralmente pela Pininfarina. O resultado foi uma prova clara de que uma berlina pode ser tão bonita - ou até mais - do que um coupé.

Maserati GranTurismo

O Maserati GranTurismo é um automóvel que evidencia, sem complexos, a sua origem: os estúdios da Pininfarina.

Há modelos que não precisam de ser os mais rápidos, nem os mais potentes, nem sequer os mais confortáveis para merecerem um lugar na nossa garagem de sonho.

MGB GT

A britânica MG já tinha feito um trabalho muito competente na conceção dos MGB. Mas, quando decidiu criar uma versão com tejadilho fixo tradicional - em vez da capota de lona ou da capota rígida que caracterizava os MG -, optou por recorrer à Pininfarina.

Dessa colaboração nasceu um prático e inovador dois volumes com porta traseira, com bastante estilo, não estivéssemos a falar de um automóvel britânico.

Nash-Healey Roadster

No pós-Segunda Guerra Mundial, os desportivos começaram a ganhar popularidade nos EUA. A Nash não quis ficar de fora e avançou com o seu próprio modelo: o Nash-Healey.

Apesar de ter sido comercializado apenas no continente norte-americano, juntava design italiano - leia-se Pininfarina - com engenharia britânica proveniente da Healey Motor Company.

Peugeot 406 Coupe

A relação entre a Peugeot e a Pininfarina prolongou-se por muitas décadas, mas o elegante 406 Coupé é, talvez, o ponto mais alto dessa parceria. Mostrou que ao 406 berlina faltava «qualquer coisa»… o toque italiano da Pininfarina.

Como curiosidade, o desenho do 406 Coupé nasceu a partir de uma proposta da Pininfarina para o… Fiat Coupé - proposta essa que acabou rejeitada.


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