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FBI faz buscas no gabinete de L. Louise Lucas na Virgínia em investigação de corrupção

Dois agentes do FBI em escritório a analisar documentos e um mapa, com estantes e bandeira ao fundo.

Busca do FBI ao gabinete de L. Louise Lucas em Portsmouth

O Federal Bureau of Investigation (FBI) realizou, na quarta-feira, buscas no gabinete distrital da líder do Senado estadual da Virgínia, L. Louise Lucas, no quadro de uma investigação por corrupção, de acordo com uma fonte com conhecimento do processo.

A diligência decorreu no gabinete de Portsmouth e acontece depois de a democrata, de 82 anos, ter desempenhado um papel de destaque na condução do recente processo de redistribuição dos círculos eleitorais do Estado, avançou a agência Associated Press (AP).

O FBI limitou-se a confirmar que estava a executar um mandado judicial de busca em Portsmouth. A mesma fonte citada pela AP, que corroborou a realização da operação, falou sob condição de anonimato.

O presidente da Câmara dos Representantes do Estado, Don Scott, afirmou estar profundamente preocupado com a busca levada a cabo pelo FBI.

"Neste momento, há muito mais teatro e especulação do que informação concreta disponível ao público", indicou Scott, democrata, em comunicado, acrescentando que são necessários mais factos "antes que alguém tire conclusões políticas precipitadas".

Contexto nacional: investigações do Departamento de Justiça e do FBI

Apesar de os contornos da investigação não estarem esclarecidos, a busca ocorre num momento em que o FBI e o Departamento de Justiça têm aberto várias investigações de forte carga política dirigidas a adversários do presidente Donald Trump.

Na semana passada, por exemplo, o Departamento de Justiça acusou o antigo diretor do FBI, James Comey, de ter feito uma publicação ameaçadora na rede social Instagram contra Trump - acusação que Comey, que há quase uma década tem atraído a ira do presidente, negou.

Noutro processo, um caso separado de fraude hipotecária - mais tarde arquivado por um tribunal - teve como alvo a procuradora-geral democrata do Estado de Nova Iorque, Letitia James, que tinha avançado com uma grande ação civil por fraude contra Trump e as suas empresas.

Entre os democratas, o FBI e o Departamento de Justiça também têm suscitado inquietação quanto a investigações eleitorais em curso, incluindo a apreensão, por agentes, de boletins de voto e de outras informações no condado de Fulton, no Estado da Geórgia.

Disputa sobre a redistribuição dos círculos eleitorais na Virgínia

Num clima de confronto nacional e estadual em torno do redesenho dos distritos eleitorais - impulsionado pelo desejo de Trump de favorecer os seus correligionários republicanos -, os eleitores da Virgínia aprovaram, em abril, uma emenda constitucional apoiada pelos democratas que autoriza a criação de novos distritos para a Câmara dos Representantes dos EUA.

O plano pode permitir ao partido conquistar até quatro lugares adicionais.

L. Louise Lucas tem sido uma figura de liderança ativa neste movimento e, após a aprovação do mapa pelos eleitores em abril, garantiu que não iria permitir que o sistema fosse manipulado.

Trump, por seu lado, denunciou os resultados.

O Supremo Tribunal estadual autorizou o avanço do referendo, mas ainda não se pronunciou sobre a legalidade da iniciativa.

Regra geral, os círculos eleitorais são redesenhados de dez em dez anos, após cada recenseamento. Ainda assim, no ano passado, Trump incentivou os republicanos do Texas a redesenharem os distritos da Câmara para dar ao Partido Republicano uma vantagem nas eleições intercalares.

Os democratas da Califórnia responderam na mesma moeda, e os esforços de redistribuição dos círculos eleitorais rapidamente se alastraram a outros estados.

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