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F/A-18 Hornet do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA: serviço até 2030

Caça militar estacionado no convés de um porta-aviões com três pessoas ao fundo e outro avião a voar.

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Fase final de serviço do F/A-18 Hornet nos Marines

Os caças-bombardeiros F/A-18 Hornet do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos estão a entrar nos seus derradeiros anos de operação, sendo 2030 o último ano em que deverão permanecer ao serviço. Neste momento, os Marines contam apenas com três esquadras operacionais, depois de a aviação naval ter iniciado a transição do Hornet para o F-35 Lightning II.

Força actual e papel operacional

De acordo com o plano de aviação 2026, os Marines pretendem manter um total de três esquadras, duas no activo e uma na reserva. Com uma frota de 125 F/A-18C/D Hornet, a força continua a encarar o modelo como um sistema de armas competente e avançado, graças à combinação de sensores e armamento que lhe dá grande flexibilidade enquanto plataforma para executar ataques marítimos, missões de interdição aérea e desdobramentos para Bases Expedicionárias Avançadas.

Uma das razões pelas quais os F/A-18 Hornet ainda são vistos como plataformas válidas à luz dos padrões actuais prende-se com o «…programa agressivo de modernização final (que) aumenta a capacidade de sobrevivência e a letalidade contra ameaças aéreas e terrestres, permitindo assim ao Hornet continuar a executar as missões atribuídas…».

Planos de modernização e incorporação de novas capacidades

O esforço para manter os F/A-18 Hornet actualizados levou a que os caças-bombardeiros dos Marines passassem a receber, a partir de 2022, o radar AESA AN/APG-79(v)4, num projecto que se estenderá até ao final de 2026. Em paralelo, esta actualização foi reforçada com a integração de um novo sistema de guerra electrónica ALQ-214(v)5, receptores de alerta radar ALE-67(v)3, comunicações para lá da linha de visada (BLOS) e a adopção do sistema automático de prevenção de colisão com o terreno (AGCAS).

Extensão de vida útil e redução da frota

Importa sublinhar que nem todos os Hornet do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos receberam as melhorias referidas, uma vez que foram escolhidas as células com maior potencial. Ao longo dos últimos 15 anos, os F/A-18C/D foram alvo de vários trabalhos estruturais, iniciativas que permitiram aumentar a vida útil de 6.000 para 10.000 horas de voo.

Ainda assim, a manutenção cada vez mais dispendiosa, o consumo esperado da vida útil e o avanço do seu substituto (F-35 Lightning II) fizeram com que, dos 617 F/A-18 Hornet existentes em 2015 (em todas as versões), se tenha passado para 125 aeronaves no ano em curso. Um dos factores para esta redução é que, dos 617 caças-bombardeiros, 88 % (541) já tinham atingido as 6.000 horas de voo em 2015.

Novas capacidades: anti-drones e mísseis de cruzeiro

Entre as capacidades introduzidas mais recentemente, destaca-se um sistema anti-drones de baixo custo, baseado nos foguetes guiados APGKS / AGR-20 Falco. Trata-se de uma solução particularmente adequada ao contexto actual, tendo em conta o crescimento da ameaça representada por veículos não tripulados.

Antes da retirada, o Corpo de Fuzileiros Navais também avançou com o plano para dar aos seus Hornet a capacidade de empregar mísseis de cruzeiro. A iniciativa começou a ganhar forma há alguns anos com o míssil AGM-158 Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM), que permitirá aos F/A-18C/D atingir alvos a mais de 350 quilómetros (a variante ER chega a perto de 1.000 km).

Imagem de capa ilustrativa. Créditos: USAF – Senior Airman Duncan C. Bevan

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