Expansão da Lancia na Europa a partir de 2024
A partir de 2024, em simultâneo com a chegada do sucessor do Ypsilon, a Lancia voltará a ser comercializada em mais mercados europeus além de Itália - situação em que se mantém desde 2017.
Numa primeira fase, este regresso europeu da Lancia arrancará na Áustria, Bélgica, França, Alemanha e Espanha. Para já, não foi indicado quando é que a marca poderá voltar a outros mercados do “velho continente”.
Lancia na Stellantis: viabilidade e reposicionamento premium
Agora inserida na divisão premium do grupo Stellantis, ao lado da Alfa Romeo e da DS Automobiles, esta poderá ser a última oportunidade para a histórica marca italiana recuperar «peso» no mercado e assegurar condições de sustentabilidade no futuro.
Recorde-se que Carlos Tavares, o diretor executivo do grupo Stellantis, concedeu 10 anos às suas marcas automóveis para implementarem uma estratégia que garanta a sua viabilidade a longo prazo. No caso da Lancia, a realidade atual - um modelo e um mercado - torna essa tarefa mais exigente do que para outras marcas do grupo.
Três modelos chave
Para enfrentar esses desafios, Luca Napolitano, diretor executivo da Lancia, definiu um plano até ao final da década que, além de alargar a presença a mais países, irá triplicar a gama de modelos.
O primeiro a ser apresentado será o sucessor do Lancia Ypsilon, em 2024. Este utilitário, conhecido pela sua resiliência, passará para a base CMP (herdada do ex-Groupe PSA), a mesma arquitetura usada pelo Opel Corsa ou pelo Peugeot 208. Por isso, deverá situar-se em dimensões semelhantes, com um comprimento na casa dos 4,0 m.
Este automóvel terá um papel determinante para a marca: será o último Lancia a recorrer a um motor de combustão (ainda que associado a um sistema mild-hybrid) e, ao mesmo tempo, o primeiro Lancia totalmente elétrico. Tal como já vimos noutros modelos assentes na CMP, a plataforma suporta versões 100% elétricas.
Depois do Ypsilon, todos os novos Lancia a serem lançados serão apenas 100% elétricos.
Isto encaminha-nos para 2026, ano em que surgirá o segundo modelo: um crossover/SUV que, de acordo com Luca Napolitano, assumirá o lugar de topo de gama da marca e deverá ter cerca de 4,6 m de comprimento.
Por fim, o terceiro lançamento, previsto apenas para 2028, será o já anunciado regresso do Lancia Delta. Manter-se-á como um familiar compacto (o comprimento deverá andar à volta dos 4,3 m), mas Napolitano garante que “será um verdadeiro Delta, empolgante, um manifesto de de progresso e tecnologia.”
O futuro da Lancia e das restantes 13 marcas da Stellantis será abordado com maior detalhe num evento próprio, previsto, ao que tudo indica, para o início de 2022.
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