A MG reforçou a sua gama na Europa ao apresentar a segunda geração do MG3, um utilitário do segmento B pensado para disputar o mesmo território de propostas como o Renault Clio e o Toyota Yaris.
Embora a primeira geração só tenha sido comercializada em alguns países, este novo MG3 mantém a receita de dimensões compactas e versatilidade, mas surge com um estilo mais arrojado e, sobretudo, com uma solução híbrida destinada a ganhar protagonismo num dos segmentos mais concorridos do mercado.
Face ao MG3 anterior - disponível com motorizações exclusivamente a combustão -, esta nova geração é ligeiramente maior em comprimento e largura. A chegada ao mercado nacional é apontada para a primavera.
Só uma motorização disponível
O MG3 estreia o sistema Hybrid+ (híbrido completo, sem necessidade de carregamento na tomada) da marca britânica integrada no grupo chinês SAIC Motor. Na prática, combina um motor a gasolina 1,5 l com 102 cv com um motor elétrico de 100 kW (136 cv), resultando numa potência total combinada de 195 cv.
Trata-se de um conjunto claramente mais musculado do que o das versões híbridas do Clio (145 cv) ou do Yaris (até 136 cv). Também a bateria deste híbrido completo se destaca por estar acima da média, com 1,36 kWh, instalada sob os bancos traseiros.
A tração é assegurada às rodas dianteiras através de uma caixa automática com apenas três relações, um dos pontos que distingue este modelo. Para referência, a Renault utiliza uma caixa multimodo (uma solução exclusiva), enquanto a Toyota continua a apostar em transmissões de variação contínua.
Nos números, a MG indica 8,0s dos 0 aos 100 km/h - a aceleração mais rápida entre os híbridos do segmento - e 5,0s nas recuperações de 80 km/h a 120 km/h. A velocidade máxima fica nos 170 km/h.
Além disso, a marca aponta para consumos combinados de 4,4 l/100 km e emissões de CO2 de 100 g/km.
Vários modos de funcionamento à escolha
A tecnologia híbrida do MG3 disponibiliza diferentes modos de operação, começando pelo modo Elétrico, desde que exista carga suficiente na bateria.
No modo Série (híbrido em série), o motor a gasolina funciona como gerador e é o motor elétrico que assegura, sozinho, a tração. Já o modo Série e Carregamento segue a mesma lógica, com a particularidade de o motor-gerador elétrico também recarregar a bateria quando o nível de carga é reduzido.
Na função Condução e Carregamento, o sistema utiliza o motor de combustão para tracionar, mantendo a possibilidade de carregar a bateria através do motor-gerador elétrico.
Por fim, o modo Paralelo (híbrido paralelo) permite que o motor a combustão e o motor elétrico trabalhem em simultâneo para mover as rodas, libertando o acesso à totalidade dos 195 cv.
E o espaço?
Em termos de dimensões, o MG3 passa a contar com 4,11 m de comprimento, 1,80 m de largura e 1,50 m de altura, valores que o colocam entre os maiores do segmento B. É superior ao Clio em todas as medidas, com diferenças ainda mais evidentes quando comparado com o Yaris.
Com estes números, é expectável que o MG3 se destaque pelo espaço disponível no habitáculo. No capítulo da bagageira, anuncia 293 l de capacidade, um valor alinhado com os rivais: o Clio declara 300 l e o Yaris fica nos 286 l.
Que equipamento oferece?
Com três níveis de equipamento - Padrão, Conforto e Luxo -, o MG3 inclui de série integração de telemóvel via Android Auto ou Apple CarPlay, além de sensores traseiros de estacionamento, câmara traseira de apoio às manobras, assistente de manutenção e saída de faixa, controlo de velocidade de cruzeiro com controlo de velocidade e aviso de colisão frontal.
Nas versões mais completas, juntam-se uma câmara com visão 360º, sistema de entrada sem chave, bancos em pele sintética e aquecimento dos bancos dianteiros e do volante.
No sistema multimédia, a proposta assenta num ecrã central de 10,25”, acompanhado por um painel de instrumentos digital de 7”.
Quando chega?
A chegada do novo MG3 a Portugal é esperada na primavera, embora a marca ainda não o tenha confirmado oficialmente. Os preços também permanecem por anunciar.
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