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UE apela por tratamento com segurança e dignidade para ativistas da Flotilha Global Sumud detidos em Israel

Homem entrega ramo de folhas através da janela de carro, em interação com pessoa que segura um clipboard.

UE pede tratamento com segurança e dignidade

A porta-voz dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Anitta Hipper, apelou este domingo a que os dois ativistas da Flotilha Global Sumud que continuam detidos em Israel sejam tratados “com segurança e dignidade”.

"Embora desaconselhemos as frotas devido aos riscos que acarretam e ao facto de a ajuda humanitária dever ser distribuída através dos canais adequados, todas as pessoas detidas devem ser tratadas com segurança e dignidade, e em conformidade com o direito internacional", afirmou Hipper em declarações à agência espanhola EFE, quando questionada sobre a detenção do ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek e do seu companheiro brasileiro Thiago Ávila.

A responsável acrescentou que a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, “está em contacto” com o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, sublinhando ainda que “a proteção consular é garantida pelos Estados-Membros”.

Prorrogação da detenção em Israel

A detenção de Abukeshek e Ávila - que chegaram na manhã de sábado a Ashkelon (cidade costeira no sul de Israel), depois de permanecerem mais dois dias sob custódia da Marinha israelita - foi prolongada hoje de manhã por mais dois dias, apesar de o Ministério Público de Israel ter pedido quatro.

Entretanto, vários coletivos de direitos humanos, bem como o próprio Governo espanhol, classificaram a atuação das autoridades israelitas como um “sequestro”, por a operação ter sido realizada em águas internacionais e ainda a cerca de 1.150 quilómetros da Faixa de Gaza.

Denúncias de maus-tratos apresentadas pela Adalah

A Adalah, centro jurídico que representa os dois membros da Flotilha Global Sumud, denunciou ontem alegados maus-tratos infligidos aos seus representados pelas autoridades israelitas, referindo que Ávila foi “espancado”, “arrastado pelo chão” com os olhos vendados e mantido em isolamento durante a detenção.

No caso de Abukeshek, a Adalah sustenta que ele permaneceu com “as mãos amarradas e os olhos vendados” e que foi forçado a manter posições de tensão desde a detenção na quinta-feira, o que poderá ter provocado “hematomas no rosto e nas mãos”.

De acordo com a organização, também neste processo as autoridades não avançaram com acusações específicas.

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