As declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a necessidade de manter diálogo com a Rússia no quadro da guerra na Ucrânia terão motivado reservas em círculos diplomáticos europeus, de acordo com informação divulgada pelo POLITICO. Este enquadramento surge na sequência de posições anteriormente assumidas pelo chefe do Governo em Chipre.
Declarações em Nicósia sobre diálogo com a Rússia
À margem de uma cimeira informal da União Europeia, em Nicósia, a 24 de abril, Montenegro sustentou que “é preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos em que a Rússia está envolvida”. Na mesma ocasião, afirmou não ver “problema” numa eventual participação de Vladimir Putin em fóruns internacionais como o G20.
O primeiro-ministro apresentou esta visão como uma forma de preservar canais de comunicação com Moscovo, defendendo que a presença da Rússia na discussão dos principais dossiês geopolíticos “não é negativa”, numa altura em que a União Europeia reforçava o apoio financeiro à Ucrânia.
Reacções e reservas em meios diplomáticos europeus
Segundo o POLITICO, estas posições terão sido recebidas com preocupação por diplomatas europeus, que apontam o risco de serem lidas como uma possível legitimação política da Rússia sem mudanças no terreno.
Enquadramento e ausência de reação oficial da UE
Fontes portuguesas citadas no mesmo texto referem que as declarações devem ser interpretadas no contexto de uma estratégia para assegurar a continuidade do apoio internacional à Ucrânia, incluindo o papel dos Estados Unidos.
Até ao momento, não houve reação oficial por parte das instituições da União Europeia.
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