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EUA dizem estar perto de acordo com o Irão sobre memorando de entendimento, segundo o Axios

Duas pessoas de fato formal assinam documento em mesa com ampulheta e capacete militar entre bandeiras dos EUA e Irão ao fund

Memorando de entendimento de uma página em negociação

Os Estados Unidos consideram estar a aproximar-se de um entendimento com o Irão para um memorando de entendimento de uma página que declare o fim da guerra e abra caminho a um quadro negocial mais amplo, noticiou esta quarta-feira o "Axios", citando dois responsáveis norte-americanos e outras duas fontes com conhecimento do processo.

Segundo a mesma publicação, o texto - composto por 14 pontos - está a ser trabalhado pelo enviado norte-americano Steve Witkoff e por Jared Kushner, em contactos com representantes iranianos tanto de forma directa como através de mediadores. Washington espera uma resposta de Teerão sobre vários aspectos centrais nas próximas 48 horas, embora o "Axios" sublinhe que ainda não existe qualquer acordo fechado e que, mesmo assim, este seria o movimento de aproximação mais relevante desde o início do conflito.

Condições do memorando e janela de 30 dias

Entre as medidas em cima da mesa contam-se um compromisso iraniano de suspender o enriquecimento de urânio, a eliminação de sanções por parte dos EUA e a libertação de fundos iranianos congelados, além de um regresso faseado à livre circulação no Estreito de Ormuz - um dos pontos de maior bloqueio nas conversações.

Caso avance, o memorando daria início a um período de 30 dias de negociações destinadas a alcançar um acordo definitivo. Se esse processo falhar, os Estados Unidos afirmam reservar para si a opção de restabelecer o bloqueio naval ou recorrer a acção militar.

Entretanto, o Irão declarou esta quarta-feira que só aceitará um acordo de paz que considere "justo". A Reuters disse não ter conseguido confirmar de imediato a informação avançada pelo "Axios". A Casa Branca e o Departamento de Estado não responderam a pedidos de comentário feitos pela agência.

"Operação Liberdade" suspensa temporariamente

Nas últimas horas, Donald Trump anunciou a suspensão temporária da "Operação Liberdade", justificando a decisão com "grande progresso" nas negociações e com pedidos do Paquistão, que está a actuar como mediador.

Ainda assim, já ao início da tarde desta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a ameaçar o Irão, numa publicação na sua rede social Truth, com bombardeamentos de "uma intensidade muito maior do que antes" caso não haja entendimento.

"Se o Irão aceitar ceder o que foi proposto, o que talvez seja uma suposição significativa, a já lendária operação 'Fúria Épica' será encerrada. (...) Se não houver acordo, o bombardeamento começará e, infelizmente, será a uma escala e com uma intensidade muito maiores do que antes", acrescentou.

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