Contas do salário mínimo e custos para a empresa
Entre uma defesa entusiasta do 15.º mês sem IRS, uma comparação entre trabalhadores portugueses e jogadores da seleção nacional, e a constatação de que um salário mínimo de 920 euros acaba por representar 1.440 euros para a empresa - "mas levam para casa 880, faz as contas" -, patrões e sindicatos chegaram a várias conclusões em simultâneo.
Produtividade portuguesa e emigração para a Alemanha
No mesmo alinhamento, ficou a ideia de que a produtividade portuguesa se cifra em 29 euros à hora, ao ponto de se admitir que há motivos para os jovens rumarem à Alemanha.
Sindicatos, campanhas e ausência da CGTP
Também se discutiu a dificuldade dos sindicatos em atrair associados: talvez, sugeriu-se, precisem de campanhas ao estilo "as grandes superfícies" para convencer trabalhadores que rejeitam descontos por receio do patrão. A CGTP, essa, nem sequer foi convidada. "Sempre a resmungar", explicou o anfitrião, alinhado com o espírito do governo que o inspirou.
“Normalmente, as pessoas de quem a gente fala têm empregos a sério, ao contrário de nós. São ministros, empresários, banqueiros… Basicamente, o que a gente faz é gozar com quem trabalha” – R.A.P. Ouça mais episódios:
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