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Armindo Monteiro diz que negociações na concertação social tiveram "medo e falta de verdade"

Homem de fato preto lidera reunião de negócios com equipa atenta numa sala de conferências iluminada.

Clima das negociações na concertação social

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, afirmou esta quarta-feira que as negociações na concertação social ficaram marcadas por "medo e falta de verdade", acusando algumas posições de procurarem instalar "pânico" em torno do tema.

Importância da concertação social para a CIP

Armindo Monteiro começou por sublinhar o papel da concertação social enquanto ferramenta para negociar políticas laborais, garantir estabilidade social, influenciar decisões do Governo e ajustar a economia a desafios como pandemias ou transformações tecnológicas. Ainda assim, criticou o ambiente em que decorreram as mais recentes conversações.

Nove meses de diálogo e críticas à produtividade

Segundo o responsável, existiu uma "obrigação de disponibilidade para o diálogo", lembrando que a CIP participou no processo negocial durante nove meses, que classificou como um "mau exemplo de produtividade".

"Está em causa o ganha-pão das pessoas", afirmou, apontando ao que descreveu como tentativas de gerar "pânico" em torno das propostas que estavam em cima da mesa.

Alterações laborais: rejeição de alegadas medidas

De acordo com a CIP, a versão final das alterações laborais "não é nada do que se diz", recusando que estejam previstas medidas como despedimento arbitrário, redução de direitos parentais, limitação do direito à greve ou quebra da dignidade dos trabalhadores.

O presidente da CIP defendeu que existe uma intenção de "confundir e lançar o caos" no debate público, reiterando que não procura quaisquer mudanças que prejudiquem direitos fundamentais dos trabalhadores.

Ainda assim, a CIP considerou "indispensável" uma reforma laboral, salientando que a proposta inicial foi alterada em mais de 100 artigos ao longo do processo negocial.

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