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Donald Trump avisa que "nada restará do Irão" sem acordo com os Estados Unidos

Mesa com telemóvel a mostrar imagem de Donald Trump, bandeira do Irão, mapa mundi no portátil e papéis sobre sanções.

Aviso de Donald Trump na Truth Social

O Presidente norte-americano, Donald Trump, deixou este domingo um aviso na sua plataforma Truth Social, afirmando que "nada restará do Irão" se o país não assinar um acordo com os Estados Unidos. Na mesma mensagem, lançou uma ameaça direta: "Para o Irão, o tempo está a esgotar-se e é melhor que ajam rapidamente ou não restará nada deles".

Trégua sem solução à vista desde 28 de fevereiro

Apesar de já ter passado mais de um mês de tréguas entre os dois países, continua longe uma saída para o conflito que começou a 28 de fevereiro.

Entretanto, meios de comunicação social iranianos avançaram este domingo que os Estados Unidos não fizeram "qualquer concessão concreta" na resposta à mais recente proposta apresentada por Teerão para chegar a um entendimento.

Programa nuclear e exigências de Washington

A questão nuclear mantém-se como o principal foco de divergência entre Irão e Estados Unidos.

De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, Washington respondeu à última proposta iraniana com várias exigências, incluindo a transferência do seu 'stock' de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos e a obrigação de o Irão manter apenas uma instalação nuclear em funcionamento.

A Fars refere ainda que Washington indicou que não irá pagar qualquer indemnização ou compensação à República Islâmica pelos danos provocados pela guerra, e que também não desbloqueará sequer 25% dos ativos iranianos congelados no estrangeiro, percentagem exigida por Teerão.

Outra agência noticiosa iraniana, a Mehr, acrescentou que a administração norte-americana "condicionou a cessação das hostilidades em todas as frentes à abertura de negociações".

Condições de Teerão e impacto no estreito de Ormuz

Segundo a Fars, o Irão condicionou qualquer negociação sobre o seu programa nuclear ao fim da guerra em todas as frentes, ao levantamento das sanções aplicadas ao país, à libertação dos fundos iranianos bloqueados, a compensações pelos danos de guerra e ao reconhecimento da soberania iraniana sobre o estreito de Ormuz, por onde circula um quinto do petróleo mundial.

O estreito tem estado quase totalmente bloqueado pelo Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

A República Islâmica respondeu também com ataques a países vizinhos, num conflito que já provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

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