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Teste ao Mercedes-AMG S 63 E Performance: octanas e eletrões no Classe S

Mercedes-Benz S63 E-PWR preto exibido em salão com piso refletor e iluminação ambiente suave.

O novo S 63 AMG E Performance junta octanas e eletrões para entregar ainda mais potência, mas também ficou muito mais pesado. No mundo real, o que é que esta mistura significa?


Dentro da gama Mercedes-Benz Classe S, continua a haver um rei em termos de força: o S 63 AMG. Agora, com o apelido E Performance, passou igualmente a adotar eletrificação sob a forma de híbrido de carregamento externo - mas sem abdicar, nem por sombras, do indispensável V8.

Com esta evolução, o «aristocrata» S 63 passou a anunciar uma potência máxima combinada acima dos 800 cv e um binário «monstruoso» de 1430 Nm. O reverso da medalha é claro: a balança aponta para 2,6 toneladas.

A mais recente adição ao Classe S esteve na garagem da Razão Automóvel e foi o Guilherme Costa quem assumiu o papel de motorista (ou será mais piloto?) de serviço. Afinal, como se comporta este Mercedes-AMG S 63 híbrido de carregamento externo?

Habitáculo muito exclusivo

No interior do Mercedes-AMG S 63 E Performance, tal como o Guilherme sublinha no vídeo, encontramos tudo aquilo que se exige a uma berlina deste segmento - e, em simultâneo, vários pormenores que denunciam que esta é uma proposta diferente das restantes versões.

Entre estofos em pele com aquecimento, ventilação e função de massagens, há ainda um volante forrado a Alcantara e patilhas atrás do volante para comandar a caixa de velocidades - mas não é só. Este também recorre a comandos rotativos que dão acesso a diferentes definições de condução mais focadas no lado desportivo.

Desafiando a física

Ao integrar um sistema híbrido de carregamento externo, que inclui uma bateria pesada de 13,1 kWh, o peso total do Mercedes-AMG S 63 E Performance fica a escassos «gramas» das 2,6 toneladas. Um valor pouco desejável num modelo que pretende aproximar-se de um comportamento mais desportivo.

Para contrariar essa massa, a AMG elevou a potência combinada do conjunto para lá dos 800 cv (802 cv, para sermos rigorosos), repartidos entre o motor 4.0 V8 biturbo a gasolina e o motor elétrico montado no eixo traseiro.

O que se sente ao volante parece desafiar a lógica: este «mamute» mostrou uma aptidão impressionante para engolir curvas numa estrada sinuosa, com a mesma naturalidade com que soma quilómetros de autoestrada.

E, além disso, o AMG S 63 apresenta números que quase soam a invenção, como os 3,3s necessários para cumprir o sprint dos 0 aos 100 km/h ou os 290 km/h de velocidade máxima… limitada. Qual será o limite real numa autoestrada alemã? Ninguém sabe.

O grande defeito do S 63 AMG

Tudo o que foi apontado como trunfo na opção mais desportiva de todos os Classe S teve um custo direto: uma subida expressiva no preço. E é precisamente aí que mora o grande «defeito» desta versão.

Em Portugal, o valor base do Mercedes-AMG S 63 E Performance é de 241 100 euros, mas, somando todos os extras presentes na unidade ensaiada, o total ultrapassa os 280 mil euros.

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