Benfica e F. C. Porto chegam pela primeira vez frente a frente e discutem a final da Taça de Portugal. Somadas as duas equipas, esta época já apontaram 229 golos.
Primeiro clássico Benfica-F. C. Porto no futebol feminino
O Benfica-F. C. Porto da final da Taça de Portugal de amanhã (17.15 horas, RTP 1) entra para a história por ser o primeiro clássico entre os dois grandes rivais no futebol feminino. De um lado está uma águia hexacampeã nacional; do outro, um dragão que venceu a 2.ª Divisão. E, apesar de se tratar de projetos em fases diferentes, há um traço comum: a capacidade goleadora de duas das equipas mais demolidoras no panorama nacional.
As encarnadas acumulam 87 golos, enquanto as azuis e brancas totalizam 142 finalizações certeiras.
Registos de goleadas e diferenças que se vão reduzindo
Estes números ajudam também a ilustrar as assimetrias ainda presentes no futebol feminino, embora se note uma tendência de aproximação com o aumento da competitividade. A vitória mais volumosa do Benfica surgiu na Liga, frente ao Damaiense, por 8-0. Já o F. C. Porto assinou um 25-0 diante do Oliveira do Douro, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, e voltou a aplicar uma goleada ao mesmo adversário (20-0) nos quartos de final da Taça A. F. Porto.
Marcadoras e figuras de cada equipa
No Benfica, o plantel inclui várias peças consideradas indispensáveis, como a norueguesa Marit Lund, as alemãs Lena Pauels e Anna Gasper, a dinamarquesa Caroline Moller e a canadiana Chandra Davidson. No capítulo dos golos, porém, há um equilíbrio curioso: a defesa Carole Costa lidera a lista de marcadoras com 11 remates certeiros, seguida de Caroline Moller (10), Raysla e Diana Silva (ambas com 10) e Chandra Davidson (9).
No F. C. Porto, a norte-americana Lily Bryant destaca-se como principal finalizadora, com 20 remates certeiros. Atrás surgem Cristina Ferreira (15), Beatriz Amorim (12), Lara Perruca (11) e Verónica Khudyakova (10). No núcleo duro portista, Angeline Costa, Ema Gonçalves, Mariana Azevedo e Mari Negrão são também apontadas como figuras de referência.
Caminho até ao Jamor e o peso do favoritismo
Para marcar presença na final da Taça de Portugal, no Jamor, o Benfica afastou Damaiense, Torreense e Braga. Já o percurso das azuis e brancas foi mais longo: eliminaram três equipas da Liga (Racing Power, Marítimo e V. Guimarães), além de São Martinho, Oliveira do Douro e JuveForce.
Neste jogo decisivo, as encarnadas procuram levantar o troféu pela terceira vez. Para o F. C. Porto, trata-se da estreia numa final da competição, depois de André Villas-Boas ter lançado o futebol feminino sénior no início da época passada.
O Benfica apresenta-se como favorito, tendo perdido apenas por duas vezes em toda a temporada: frente ao Braga, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal (1-0), e diante do Torreense, na Supertaça (2-1). No lado portista, existe igualmente só uma derrota a registar, frente ao Gil Vicente (1-0), numa caminhada que culminou com a subida à Liga.
Um domínio interno do Benfica e a ambição crescente do F. C. Porto
Mesmo sem qualquer vitória nesta edição da Liga dos Campeões, no plano doméstico o sexto título consecutivo das águias resume bem um domínio interno no qual o F. C. Porto promete intrometer-se. O projeto azul e branco tem dado passos firmes, com duas subidas de divisão seguidas, alcançando agora um dos grandes objetivos ao chegar ao principal escalão.
Ainda assim, a prioridade passa pela construção de um conjunto competitivo, num clube que pretende entrar na luta pelos troféus nacionais e, mais à frente, evoluir no plano internacional, tentando recuperar terreno face ao Benfica.
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