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Covilhã Airshow regressa à Covilhã com festival aéreo organizado por estudantes da UBI

Jovens observam e apontam para avião acrobático a voar com rasto de fumo num evento ao ar livre.

Covilhã Airshow regressa à Covilhã, onde nasceu em 1993

Foi na Covilhã que o projecto arrancou, em 1993, e é também à Covilhã que os estudantes de Aeronáutica da Universidade da Beira Interior (UBI) voltam agora com o seu festival aéreo - que sublinham ser o único no mundo inteiramente organizado por estudantes. O Covilhã Airshow realiza-se neste domingo e volta a levar à cidade o espectáculo das acrobacias aéreas.

A mudança para Castelo Branco aconteceu em 2011, depois de o aeródromo da Covilhã ter sido desactivado para dar lugar ao centro de dados da PT. Apenas houve uma pausa entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19; nas edições seguintes, o evento manteve-se no aeródromo da capital de distrito.

Complexo Desportivo escolhido e motivos para a mudança

A organização está a cargo dos alunos do Aeroubi & AS Covilhã - Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeronáutica da UBI, em parceria com a Câmara Municipal da Covilhã. Para esta edição, o local seleccionado é o Complexo Desportivo da Covilhã, um espaço que também acolhe iniciativas de grande dimensão, como a Feira de Santiago.

Segundo Tomás Silva, presidente do Aeroubi, foi precisamente o conjunto de condições oferecidas por este recinto que pesou na decisão de regressar à Covilhã. No complexo, explicou, é possível "ter mais público e mais focado, ter melhor acesso, ter infraestruturas de excelência para a montagem da área expositiva, sendo ainda um bom ponto de encontro com o talento produzido na academia". A componente ambiental também contou: "aproveitando infraestruturas urbanas já existentes, reduz-se a pegada ecológica causada por transportes e montagens pesadas".

Acrobacias, polo tecnológico e o que vem a seguir

A edição de 2026, afirmou Tomás Silva, "rompe com todos os moldes tradicionais, pois o festival abandona os aeródromos isolados e traz os aviões e as acrobacias diretamente para o coração da cidade". E porque as manobras acrobáticas são um dos maiores atractivos do evento, o responsável destacou que, apesar da alteração de data - de 9 para 17 de maio, devido à chuva - "foi possível reagendar a presença dos pilotos que fazem parte da elite da acrobacia aérea". Entre os nomes confirmados estão o campeão de Espanha de Voo Acrobático, Camilo Benito (CAP 10), além de Luís Garção (Extra 330 LT), Hélder Guerreiro (Vans RV-7) e Pedro Cunha Pereira (Citabria), bem como a mítica Patrulha Fantasma (Varieze VG-10 e SONEX).

No recinto do Complexo Desportivo vai ainda ser instalado um polo tecnológico, com simuladores de voo e "conversas curtas" [conversas curtas] dedicadas "o futuro da mobilidade aérea e da segurança". Está prevista uma mostra de aeromodelismo, uma mini-exposição de aeronaves não tripuladas (drones) e até lançamentos de foguetes, já que "são matérias que fazem parte do curso de Aeronáutica".

Desde a fundação do Aeroubi, em 1993, os estudantes promovem o Encontro Nacional de Aeronáutica, que integra as Jornadas de Aeronáutica da Covilhã e o próprio festival aéreo.

Tomás Silva acrescentou ainda um motivo para este regresso à base original: "Achamos que a população da Covilhã merece também o regresso do que foram os tempos passados". Como frisou, a expectativa dos estudantes é elevada com esta volta a "casa", esperando que o evento decorra de forma a ganhar estrutura, repetir-se e recuperar a dimensão de outros anos.

Entretanto, o Município de Castelo Branco continuará a promover, de dois em dois anos, o Beiras Airshow - a próxima edição está marcada para 2027. Quanto a uma eventual participação futura no evento albicastrense, Tomás Silva deixou a porta aberta: "Tudo dependerá de como correr o Covilhã Airshow, que é, para já, nosso foco".

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