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PSP e GNR dizem que câmaras de videovigilância dão contributo importante para a resposta policial

Polícia de segurança pública a monitorizar trânsito em dois ecrãs com rádio em mão numa sala de controlo.

A PSP e a GNR sustentam que as câmaras de videovigilância têm vindo a assumir um papel relevante no apoio à atuação policial.

Segundo dados facultados ao JN pela Polícia de Segurança Pública - a força que acompanha o maior número de sistemas deste tipo em Portugal - já foram preservadas ou analisadas mais de cinco mil imagens de videovigilância, com o objetivo de ajudarem processos que chegam a julgamento nos tribunais. Nem todos estes registos terão, contudo, sido utilizados como prova em investigação criminal, mas os números ilustram a crescente importância destas imagens no combate à criminalidade.

No município do Porto, a PSP recorreu a este tipo de registos. Em 2024 e 2025, foram elaborados 1805 e 2437 autos de visionamento para integrar em processos. Ainda assim, não é garantido que todos tenham sido aproveitados como meio de prova, até porque alguns não permitiram identificar autores e/ou captar o momento em que ocorre o crime/ilícito.

O recurso a gravações de via pública estendeu-se a outras cidades. Em Coimbra, este ano, foram preservadas imagens para sustentar prova e/ou apoiar a identificação de suspeitos em 45 ocorrências. Na Figueira da Foz, as gravações foram usadas em 28 ocorrências. Em Leiria, em 2025, realizaram-se cerca de 200 extrações de imagens para análise e junção a processos-crime da PSP e da Polícia Judiciária. Em Santarém, houve pedidos de extração no âmbito de 55 inquéritos. No Algarve, foram efetuadas 165 extrações de imagens em Faro, 217 em Portimão e 61 em Olhão.

Nas regiões autónomas, há registo de 65 pedidos para preservação das imagens no Funchal e de utilização como prova em cerca de 30 a 40 processos em Ponta Delgada.

Já em Lisboa, Vila Franca de Xira e Amadora, apesar de o comando da PSP dispor de um volume elevado de câmaras instaladas, não foi possível disponibilizar dados em tempo útil.

GNR também vigia

A Guarda Nacional Republicana, responsável pela monitorização da videovigilância em Fátima e em Albufeira, refere que não consegue, neste momento, desagregar a informação de forma direta.

Ainda assim, os militares destacam que se trata de uma "ferramenta crucial, não apenas pela sua natureza dissuasora e preventiva, mas também pela eficácia que confere à resposta policial e judicial, permitindo a consolidação de suporte probatório em diversos processos de natureza criminal".

Outros casos

Uma centena em Braga

Em Braga, o plano passa por instalar 133 câmaras em pontos estratégicos até 2028. Para este ano, estão previstas 82, num investimento de 1,7 milhões de euros.

"Terra segura" de Vila Real

A Câmara de Vila Real e a PSP assinaram, há semanas, um protocolo destinado à implementação de um sistema de videovigilância, apesar de esta ser, "felizmente, uma terra segura", como referiu o presidente Alexandre Favaios.

Aveiro não quer "Big Brother"

O presidente do Município de Aveiro, Luís Souto Miranda, afirmou que o concelho vai apostar na videovigilância, mas sem "transformar Aveiro na cidade do Big Brother, com câmaras por todo o lado, porque não vamos exagerar".

Coimbra estende ao Parque Verde

A Câmara de Coimbra pretende alargar a videovigilância, instalando 38 câmaras na Baixa e no Parque Verde do Mondego. Atualmente, já existem 17 aparelhos.

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