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Met Gala em Nova Iorque celebra “A Moda é Arte” com a exposição “Costume Art”

Mulher elegante em vestido branco com padrão colorido posa no tapete vermelho em evento formal ao ar livre.

As maiores figuras de Hollywood, da música, do desporto e da moda desfilaram esta segunda-feira no tapete vermelho da Met Gala, o exuberante baile solidário de Manhattan que, este ano, coloca em evidência o cruzamento entre moda e arte.

Tema “A Moda é Arte” e a exposição “Costume Art” no Met

Para o que é considerado o maior acontecimento social do ano em Nova Iorque, os convidados receberam a indicação de se vestirem segundo o tema "A Moda é Arte", em articulação com a exposição "Costume Art" do Instituto de Trajes do Metropolitan Museum of Art.

A edição deste ano acabou por ficar marcada por polémica, depois de o líder da Amazon, Jeff Bezos, e a sua esposa, Lauren Sanchez Bezos, terem sido anunciados como principais patrocinadores e copresidentes honorários do baile, levando alguns ativistas a protestar contra a presença do casal bilionário.

O mesmo anúncio - de que o presidente da Amazon, Jeff Bezos, e a sua esposa, Lauren Sanchez Bezos, seriam os grandes patrocinadores e copresidentes honorários da gala - voltou a gerar contestação, com ativistas a manifestarem desagrado pelo envolvimento do casal.

Ainda assim, para quem acompanha moda, a Met Gala - que por tradição acontece na primeira segunda-feira de maio - continua a ser um dos tapetes vermelhos mais influentes do mundo, com um brilho difícil de igualar.

Primeiras chegadas e os visuais de Venus Williams e Nicole Kidman

A antiga estrela do ténis Venus Williams e a atriz vencedora de um Óscar Nicole Kidman, que copresidem o evento, estiveram entre as primeiras a aparecer.

Kidman destacou-se com um vestido-coluna vermelho, cintilante, de manga comprida, assinado pela Chanel, rematado com punhos largos de penas. Já Williams optou por um vestido preto com cristais Swarovski e um colar trabalhado e chamativo.

Williams, de 45 anos, disse à Vogue que o "look" foi inspirado por um retrato seu na National Portrait Gallery.

A superestrela da música Beyoncé, também copresidente, ainda não tinha feito a aguardada entrada - a primeira em uma década.

A rapper Doja Cat, uma das várias integrantes do "comité de anfitriões" da gala, surgiu com um vestido drapeado de látex da Saint Laurent, com um decote discreto, embora com uma fenda que subia até à cintura.

É também sabido que toda a noite decorre sob a coordenação da diretora editorial global da Vogue, Anna Wintour - considerada a maior influenciadora da moda norte-americana - que dirige o evento há 30 anos.

Angariação de fundos e o impacto nas redes sociais

A gala funciona como iniciativa de angariação de fundos para o Costume Institute do Met e, este ano, atingiu um máximo histórico: 42 milhões de dólares (quase 36 milhões de euros), segundo revelou aos jornalistas o diretor executivo do museu, Max Hollein.

Ao mesmo tempo, a noite tornou-se um grande momento para as redes sociais, onde as celebridades exibem visuais extravagantes e competem entre si para criar o maior espetáculo.

No ano passado, o evento foi dedicado ao dandismo negro, numa edição invulgar da Met Gala por colocar os homens e a moda masculina no centro das atenções.

A mostra deste ano aproxima alta-costura de pintura e escultura: um modelo da Saint Laurent é apresentado ao lado de "Íris", de Van Gogh, enquanto um vestido de John Galliano para a Maison Margiela é emparelhado com uma estátua antiga.

"Quando penso na exposição, se houvesse uma palavra para a descrever, suponho que seria equidade ou equivalência, equivalência entre obras de arte", disse o curador do Costume Institute, Andrew Bolton, à AFP. "Portanto, não há hierarquia entre escultura, pintura, moda, fotografia, nem hierarquia entre corpos, entre o corpo clássico ou o corpo com deficiência", acrescentou.

Protesto

Antes da Met Gala, uma campanha contra a participação de Bezos e da sua esposa apareceu nas ruas e no metro de Nova Iorque, com alguns apelos ao boicote de um evento que há quem veja como uma ostentação grosseira de riqueza extrema.

Por detrás desta campanha está um grupo criado no Reino Unido chamado "Everyone Hates Elon" - que, como sublinhou um porta-voz, "tem como alvo outros bilionários" para além de Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo.

Wintour afirmou hoje que o casal tinha "demonstrado com este evento que se preocupa genuinamente em retribuir".

A Met Gala realizou-se pela primeira vez em 1948 e, durante muitos anos, manteve-se restrita à alta sociedade nova-iorquina - até que Wintour, na década de 1990, transformou a festa numa passarela de enorme visibilidade para ricos e famosos.

A exposição "Costume Art", com abertura marcada para 10 de maio no prestigiado museu de Manhattan, pretende explorar o "corpo vestido" em obras de arte ao longo dos séculos.

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