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Medvedev diz que 127 mil assinaram contratos com o Ministério da Defesa russo para o Exército desde o início de 2026

Dois soldados em uniforme verde sentados numa mesa, um escreve enquanto o outro observa.

Mais de 127 mil cidadãos assinaram acordos com o Ministério da Defesa da Rússia para entrarem nas Forças Armadas desde o início de 2026, declarou esta quinta-feira Dmitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança russo.

Recrutamento por contrato no Exército russo

Citado pela agência Interfax, Medvedev detalhou: "No ano passado, 450 mil pessoas alistaram-se no Exército através de contratos militares. Este ano, até à data, 127 mil cidadãos russos assinaram contratos".

De acordo com o responsável, houve ainda mais adesões fora desse enquadramento, com outras 10 mil pessoas a integrarem-se em "unidades de voluntários".

Medvedev sublinhou a diferença face ao modelo tradicional e acrescentou: "Essencialmente, é um serviço contratado, mas menos ligado ao Ministério da Defesa". O dirigente foi Presidente da Rússia entre 2008 e 2012.

Ritmo de alistamento e hipótese de nova mobilização

No mês passado, Medvedev tinha apontado para um total de cerca de 80.000 alistados.

Sustentou igualmente que o ritmo do recrutamento se mantém positivo e que, por isso, não se justifica decretar uma nova vaga de mobilização, como a anunciada em setembro de 2022 - já depois do início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro desse ano - que levou à saída do país de centenas de milhares de homens em idade de combater.

Críticas de Medvedev à UE e impacto nas relações

Na avaliação de Medvedev, a União Europeia (UE) - que tem prestado apoio militar e financeiro à Ucrânia para contrariar a ocupação russa - está, neste momento, nas mãos de "pessoas absolutamente destrutivas e de mente tacanha, obcecadas com a guerra contra a Rússia".

Considera também que o que se perdeu no relacionamento entre a Rússia e a UE não voltará a ser recuperado e que a desconfiança entre ambas "continuará a ser colossal" durante muito tempo.

Guerra na Ucrânia e posições sobre cessar-fogo

O conflito na Ucrânia já causou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados. Nos últimos meses, registaram-se ataques aéreos russos de grande escala contra cidades e infraestruturas ucranianas, enquanto as forças de Kiev têm atingido objetivos militares em território russo e na península da Crimeia, anexada ilegalmente por Moscovo em 2014.

No plano diplomático, a Rússia tem recusado, até ao momento, aceitar qualquer cessar-fogo prolongado. Ainda assim, anunciou esta semana um cessar-fogo de caráter simbólico durante as comemorações, a 9 de maio, do Dia da Vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Para encerrar o conflito, Moscovo exige que a Ucrânia lhe entregue quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, e que abdique definitivamente de aderir à NATO.

Estas condições para solucionar o conflito - incluídas no plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump - são vistas como inaceitáveis por Kiev. A Ucrânia defende um cessar-fogo antes de avançar para negociações de paz com Moscovo e quer que os aliados europeus lhe garantam, de forma sólida, que não voltará a ser alvo de ataques.

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