O F. C. Porto sagrou-se, este sábado, campeão nacional, depois de vencer o Alverca, no Estádio do Dragão, por 1-0. O JN reúne quatro figuras que sobressaíram na equipa orientada por Farioli: Diogo Costa, Bednarek, Froholdt e Pietuszewski.
Diogo Costa: Baliza defendida a sete chaves
Se houve retrato claro da solidez azul e branca no caminho para o título, ele encontra-se na temporada de Diogo Costa. Após uma época anterior marcada por alguma oscilação, o guarda-redes dos dragões subiu vários patamares, afirmando-se como a grande garantia da retaguarda menos batida do campeonato, com sucessivas exibições de nível elevado. Na Liga, foi a opção inicial em todos os encontros, não sendo, ainda assim, totalista apenas por uma lesão que o afastou da segunda parte da receção ao AVS, na penúltima jornada da primeira volta. O ano do capitão portista ficou igualmente assinalado pela renovação assinada em dezembro, que poderá prolongar a ligação ao Dragão até 2030, assumindo que os apelos do mercado continuam a não o afastar. Com o Mundial a aproximar-se, Diogo terá mais uma montra de peso para se evidenciar, tentando somar um troféu pela seleção ao que vai celebrar nos Aliados - o terceiro título da carreira ao serviço do F. C. Porto.
Bednarek: Voz de comando bem audível
Chegado no último verão, vindo do Southamtpon, por 7,5 milhões de euros, Jan Bednarek excedeu as expectativas na Invicta. Ganhou rapidamente o apoio do treinador e dos adeptos, ao ponto de se impor como um capitão sem braçadeira. Seguro no centro da defesa, muitas vezes ao lado do amigo Kiwior, o internacional polaco destacou-se sobretudo pela liderança que fez valer dentro do balneário e no relvado: uma voz orientadora, impossível de ignorar, que também ajudou a integrar no grupo o jovem Pietuszewski, compatriota que aterraria no Dragão em janeiro. Até ao jogo de ontem frente ao Alverca, o central, de 30 anos, só falhou um encontro do campeonato - precisamente na partida da primeira volta com os ribatejanos - e foi determinante em várias vitórias portistas, como na deslocação ao Nacional, onde, na sequência de um canto, marcou de cabeça o único golo do F. C. Porto.
Froholdt: Motor mais do que fiável
Apontado como forte candidato a melhor jogador do campeonato, Victor Froholdt precisou de pouco tempo para confirmar que o F. C. Porto acertou em cheio ao contratá-lo ao Copenhaga, no defeso passado, por 20 milhões de euros. Desde o primeiro momento de azul e branco - no jogo de apresentação com o Atlético de Madrid - o internacional dinamarquês deixou claro que era o médio de que os dragões necessitavam, combinando uma disponibilidade física impressionante com critério e qualidade com bola. A cereja no topo do bolo surgiu na capacidade de remate: já soma seis golos na Liga portuguesa, a que juntou seis assistências. Entre os adeptos, o receio principal é que esta tenha sido a única época do médio no clube, prevendo-se que, mesmo sem presença no Mundial, Froholdt seja um dos "produtos" mais cobiçados do próximo mercado de transferências. Com vínculo até 2030, a cláusula de rescisão está fixada em 85 milhões de euros.
Pietuszewski: Pérola chegou em janeiro
O acerto da SAD azul e branca no mercado de inverno percebe-se bem pelo impacto de Oskar Pietuszewski desde que foi contratado ao Jagiellonia, por 10 milhões de euros. O avançado polaco, um dos quatro reforços de janeiro - a par de Thiago Silva, Fofana e Moffi - impôs-se depressa num ataque que, ao longo da época, viveu alguma intermitência nas restantes opções para as alas (Pepê, William Gomes e Borja Sainz). Farioli não demorou a dar-lhe minutos e Oskar respondeu com ousadia ofensiva: logo na estreia, em Guimarães, sofreu um penálti decisivo para desbloquear um triunfo muito importante dos dragões. A titularidade chegou pouco depois, tal como os golos, incluindo um apontado ao Benfica, na Luz, que ganhou projeção mundial pela forma soberba como ultrapassou Otamendi antes de finalizar com sucesso.
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