Cada vez mais, estes veículos já fazem parte do cenário das estradas francesas.
A maioria dos condutores conhece bem os radares fixos: estão sinalizados e, por isso, é relativamente fácil antecipar a sua presença. Nos últimos anos, porém, passou a ganhar espaço nas vias do país um sistema diferente: os radares móveis (radares em viaturas em circulação).
Como funcionam os radares móveis operados por prestadores privados
A lógica é transferir parte do controlo de velocidade para prestadores privados. Estas equipas não pertencem às forças de segurança, mas percorrem as estradas continuamente em carros descaracterizados. Seguem um trajecto definido por GPS e a verificação é feita de forma automática sempre que um veículo nas imediações circula acima do limite de velocidade.
Carros que rendem muito ao Estado
O Le Journal du Geek reuniu os 12 modelos de veículos mais usados em 2026 como carros radar privados:
- Renault Captur
- Citroën C5 Aircross
- Dacia Sandero
- Dacia Duster
- Peugeot 308
- Peugeot 508
- Ford Focus
- Ford Mondeo
- Volkswagen Golf
- Volkswagen Passat
- Seat Leon
- Skoda Octavia
Naturalmente, esta lista não é uma regra absoluta e não quer dizer, de forma nenhuma, que todos os carros destes modelos tenham radar. Apenas uma fracção muito pequena do parque automóvel está equipada com este sistema. Quando existe, trata-se de um radar do tipo Gatso Millia, como refere a nossa colega. Este equipamento consegue medir, enquanto o carro está em andamento, a velocidade de viaturas que seguem em sentido contrário ou que são ultrapassadas (ou que ultrapassam), em ambos os sentidos de circulação.
Gatso Millia: registo automático e envio para um centro de tratamento
Do mesmo modo, o sistema fotografa automaticamente as infracções e envia os dados para um centro de tratamento. Importa sublinhar que o condutor não decide se há ou não infracção: limita-se a conduzir.
Ainda a propósito, no ano passado já tínhamos falado desta iniciativa do Estado francês com o nome Dexter. Trata-se de uma nova geração de carros radar a circular de forma discreta nas estradas francesas. Estas viaturas, geridas por empresas privadas, recorrem a radares infravermelhos capazes de “disparar” sem emitir qualquer sinal visível, tornando-se assim praticamente impossíveis de detectar pelos condutores.
Nos últimos cinco anos, a sua presença alargou-se a quase todas as regiões, com excepção da Île-de-France e da Córsega. Cada carro gera perto de 194 00 € por ano em receitas, e existem cerca de 300 no início de 2026. O Dexter afirma-se, desta forma, como um instrumento simultaneamente dissuasor e rentável para o Estado. Mais informações sobre o tema no nosso artigo anterior aqui.
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