O Citroën C5 Aircross era a peça em falta no quebra-cabeças da marca francesa para fechar a renovação completa da gama. Do anterior SUV, só o nome transitou: todo o resto foi redesenhado, começando pelo visual exterior, que passa a seguir a mais recente identidade estética da Citroën.
Este é igualmente o primeiro modelo da fabricante a tirar partido da nova plataforma STLA Medium (inaugurada no Peugeot 3008), o que abre a porta a um leque mais amplo de motorizações. Para além das versões híbridas ligeiras de 48 V e das híbridas recarregáveis, o C5 Aircross passa, pela primeira vez, a contar com uma opção 100% elétrica.
Já vimos de perto o novo C5 Aircross, que a Citroën apresenta como o automóvel mais seguro, mais avançado e mais confortável que já produziu. Ainda assim, chega ao mercado com um preço inferior ao do seu antecessor.
Maior por dentro e por fora
Para lá da variedade de motorizações, o novo Citroën C5 Aircross aumentou dimensões em quase todas as cotas. Cresce 150 mm no comprimento (ficando com 4652 mm), ganha 60 mm na distância entre eixos (2784 mm) e soma 62 mm na largura (1902 mm).
O impacto sente-se de imediato no interior, com especial benefício para a segunda fila e para a bagageira. A capacidade passa a variar entre 650 litros e 1668 litros, com os bancos traseiros rebatidos.
Como o conforto continua a ser um dos pilares da Citroën, o C5 Aircross mantém essa aposta com suspensão com batentes hidráulicos progressivos e com os bancos Citroën Advanced Comfort, que acrescentam 15 mm de espessura para melhorar o bem-estar a bordo.
Elétrico pela primeira vez
Tal como referimos, a base STLA Medium permite ao C5 Aircross disponibilizar soluções para (quase) todos os perfis. O principal foco, no entanto, recai sobre as variantes 100% elétricas - uma estreia absoluta neste SUV francês:
- 210 autonomia Padrão: motor de 157 kW (213 cv); bateria de 73 kWh; autonomia de 520 km (ciclo combinado WLTP);
- 230 autonomia Alargada: motor de 170 kW (231 cv); bateria de 97 kWh; autonomia de 680 km (ciclo combinado WLTP).
Quanto aos carregamentos de 20% a 80%, a versão com bateria de 73 kWh precisa de 6h45min num carregador de parede monofásico de 7,4 kW, ou de 30 minutos num carregador ultrarrápido de 160 kW. Já a variante de 97 kWh exige 8h55min e 27 minutos, respetivamente.
A oferta fica ainda completa com um motor a gasolina híbrido ligeiro de 48 V, com 145 cv, e com uma versão híbrida recarregável. Nesta, a marca anuncia agora até 86 km em modo elétrico (WLTP), ou seja, mais 28 km do que na geração anterior, resultado de uma bateria de maior capacidade, com 21 kWh.
Quanto custa?
Apesar de se tratar de uma geração nova - maior, mais tecnológica e mais segura - o novo Citroën C5 Aircross fica abaixo do preço do modelo anterior. O valor de entrada, 33 490 euros (Hybrid 145), representa uma redução de mais de 4000 euros face ao que existia até aqui.
O modelo já pode ser encomendado em Portugal e organiza-se em quatro níveis de equipamento: You, Plus, Business e Max. As primeiras entregas deverão acontecer ainda este ano. Conheça todos os preços:
As versões híbridas recarregáveis, por sua vez, só passam a integrar a gama do SUV francês no próximo ano.
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