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HMS Agamemnon da classe Astute completa a primeira imersão

Submarino militar na água ao pôr do sol com quatro tripulantes em fato laranja no convés.

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Primeira imersão do HMS Agamemnon (classe Astute)

O submarino HMS Agamemnon, o sexto navio da classe Astute, deu mais um passo rumo à sua integração formal na frota da Real Marinha Britânica (Royal Navy) ao concluir com êxito a sua primeira imersão. A operação ocorreu poucos dias após a sua entrada oficial ao serviço, realizada na presença de Sua Majestade o Rei Carlos, e decorreu ao longo de dois dias nas instalações da BAE Systems em Barrow-in-Furness, sob controlo da guarnição da Royal Navy.

O que envolve o “trim dive” e por que é decisivo

A chamada trim dive é uma fase central do ciclo de ensaios e certificação que antecede a navegação e a entrada em serviço operacional. Este procedimento inclui duas actividades principais: a basin dive e o ensaio de trimagem e inclinação.

Na basin dive, procede-se à verificação de vários sistemas de bordo, incluindo os tanques de lastro que permitem ao submarino emergir. Já na segunda etapa, os engenheiros navais apuram o centro de gravidade do navio - tanto à superfície como em imersão - deslocando 16 toneladas de pesos de chumbo e recorrendo a pêndulos suspensos entre conveses, um método utilizado desde o século XVIII.

Os testes foram conduzidos pela BAE Systems em conjunto com o pessoal do navio, sob a supervisão de arquitectos navais e de representantes da Submarine Delivery Agency (SDA) e do Ministério da Defesa britânico. Os dados recolhidos servirão para confirmar o comportamento do HMS Agamemnon antes da sua integração definitiva ao lado dos actuais HMS Astute, HMS Ambush, HMS Artful, HMS Audacious e HMS Anson.

Cronologia, características e papel na dissuasão

O HMS Agamemnon foi oficialmente baptizado em Abril de 2024 e lançado à água em Outubro do mesmo ano. Com 97 metros de comprimento e um deslocamento de 7.400 toneladas, integra a actual série de submarinos de ataque com propulsão nuclear do Reino Unido.

Estas unidades destinam-se a proteger a dissuasão nuclear britânica face a actividades hostis, apoiar operações a nível global e contribuir para a recolha de informações e para o reconhecimento estratégico.

Renovação da força submarina e limitações de disponibilidade

A entrada do HMS Agamemnon acontece menos de um ano após o seu lançamento à água e assinala um passo importante na renovação da componente submarina britânica. Nos últimos meses, a Royal Navy retirou do serviço o HMS Triumph, o último submarino da classe Trafalgar, consolidando a transição total para a classe Astute.

Esta renovação decorre num contexto de disponibilidade limitada de meios operacionais. Em Julho passado, o HMS Anson regressou à base naval de Clyde, na Escócia, deixando o porta-aviões HMS Prince of Wales sem escolta submarina durante a sua participação na Operação Highmast no oceano Pacífico. Em paralelo, os submarinos HMS Ambush e HMS Artful mantêm-se inactivos há vários anos devido a trabalhos de manutenção e modernização.

Missão prevista e armamento do HMS Agamemnon

Segundo a Royal Navy, “uma vez operacional, a missão do Agamemnon será tanto a espada como o escudo da Frota, protegendo a dissuasão nuclear, os grupos de porta-aviões de ataque e a infra-estrutura submarina crítica, e atingindo os inimigos quando necessário com torpedos Spearfish contra navios de superfície e submarinos hostis, ou com mísseis de cruzeiro Tomahawk para alcançar objectivos terrestres a uma distância de até 1.000 milhas”.

O último submarino do programa: HMS Agincourt (S125)

Entretanto, a BAE Systems prossegue a construção do sétimo e último submarino do programa, o HMS Agincourt (S125), cuja data de lançamento à água ainda não foi oficialmente confirmada. A entrada ao serviço está prevista para o período entre 2028 e 2029, completando assim o programa Astute Class da Real Marinha Britânica.

Imagens obtidas junto do Ministério da Defesa do Reino Unido.

A equipa editorial procura recrutar um correspondente em Espanha e no México

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