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Avpro investe €2 milhões na expansão internacional para Espanha e África e quer quadruplicar até 2028

Mulher de negócio em fato, apoiada numa mesa com mapa mundi, gráficos e modelo de avião num escritório moderno.

A Avpro, empresa portuguesa focada na distribuição de soluções de segurança e detida pelo grupo Bernardo Costa, decidiu avançar com a internacionalização para Espanha e para vários mercados africanos. O plano implica um investimento de €2 milhões e deverá permitir quadruplicar o volume de negócios até 2028, segundo o presidente Ricardo Costa.

Metas de faturação até 2028

Após encerrar 2025 com €4 milhões, a Avpro ambiciona chegar aos €10 milhões ainda este ano. A fasquia seguinte aponta para €20 milhões em 2028, ano em que 75% da faturação deverá já resultar de mercados externos, detalha o gestor ao Expresso.

Entretanto, fica para mais tarde a entrada no Médio Oriente: o projeto está, por agora, suspenso “devido à conjuntura internacional e ao conflito na região”, refere Ricardo Costa, admitindo a expectativa de avançar nesse sentido num horizonte de dois anos.

Expansão internacional: Espanha e África

Nesta fase, a Avpro passa a operar através de empresas em Espanha, Quénia, Nigéria, Marrocos, Angola e África do Sul. A partir da África do Sul - onde será inaugurado, em julho, um Centro de Experiência em Pretória - a intenção é ganhar contratos noutros países da África Austral, indica.

O potencial africano

Criada há 10 anos em Albergaria-a-Velha para desenvolver soluções personalizadas de videovigilância com analítica destinadas a grandes infraestruturas - nomeadamente portos, aeroportos, indústria e controlo de fronteiras -, a Avpro dá agora o passo para se transformar em grupo. Nas unidades internacionais, conta como sócio Daniel Hernandez, que liderou operações da antiga Bosch Video Systems na Península Ibérica, Médio Oriente e Norte de África.

Para Ricardo Costa, esta expansão “representa um dos passos estratégicos mais relevantes na história do grupo”, sustentando a convicção de que “Portugal pode criar empresas globais também na área da segurança electrónica”. “África será um dos mercados mais relevantes neste sector na próxima década e queremos liderar essa transformação”, acrescenta o ex-presidente da AEMinho - Associação Empresarial do Minho.

Segundo o gestor, "O crescimento da procura por infraestruturas críticas, cidades inteligentes, logística, indústria e proteção de ativos em mercados africanos criou uma oportunidade única para empresas especializadas em integração, suporte técnico avançado e execução de projetos complexos”, enquadrando uma operação que, no arranque, envolve 20 pessoas distribuídas pelos diferentes países.

O grupo bracarense Bernardo Costa integra atualmente 19 empresas e 400 trabalhadores, distribuídos por 12 áreas de negócio. A segurança electrónica representa 75% da atividade e as vendas de 2025 atingiram €85 milhões.

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