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China diz que vai “esmagar” qualquer tentativa de independência de Taiwan antes de cimeira Trump–Xi Jinping

Bandeiras da China e dos EUA numa mesa de reuniões, com quatro pessoas a formalizar acordo ao fundo.

Declarações de Zhang Han sobre a independência de Taiwan

A China mantém que a sua oposição à independência de Taiwan é “tão firme como uma rocha” e que a capacidade de “esmagar” qualquer iniciativa secessionista permanece “inabalável”, declarou uma porta-voz do Governo chinês.

Em conferência de imprensa, Zhang Han, porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan no Conselho de Estado (Executivo chinês), afirmou, antes da chegada do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim: “Taiwan nunca foi um país, não o foi no passado e, de forma alguma, o será no futuro. As mentiras de William Lai [Presidente de Taiwan] continuarão a ser mentiras, mesmo que as repita mil vezes, e nunca se tornarão verdade”.

Resposta às palavras de William Lai na Cimeira da Democracia de Copenhaga

Zhang Han comentava as declarações recentes de William Lai Ching-te na Cimeira da Democracia de Copenhaga, onde o líder taiwanês disse que a democracia é o "bem mais precioso" de Taiwan e que o povo da ilha "sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede".

Numa mensagem em vídeo, William Lai acrescentou ainda: "O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional".

A porta-voz chinesa acusou as autoridades de Taiwan de recorrerem à democracia como "pretexto para se gabarem e enganarem a comunidade internacional", procurando "atrair forças anti chinesas de certos países" e "incitar ao confronto" entre as duas margens do estreito.

Segundo Zhang, “Tudo isto constitui uma verdadeira farsa política que há muito já foi claramente percebida pelo mundo e que apenas irá merecer o desprezo de todos os filhos e filhas da nação chinesa”.

Prosseguindo nas críticas a William Lai, a porta-voz afirmou: "A atuação desajeitada de William Lai não consegue esconder os seus atos desprezíveis de repressão contra os opositores políticos e de restrição da liberdade de expressão dentro da ilha, nem a sua natureza ditatorial. A 'democracia' é falsa; buscar a 'independência' é o que é verdadeiro".

Contexto da cimeira Trump–Xi Jinping e o papel dos Estados Unidos

Estas declarações surgiram na véspera da cimeira em Pequim entre Donald Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, encontro no qual está previsto que a situação da ilha autónoma seja discutida, entre outros assuntos da agenda bilateral.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos assumem um papel central nas disputas entre Pequim e Taipé. Washington está legalmente vinculada a disponibilizar a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, apesar de não manter relações diplomáticas com a ilha, poderá defendê-la em caso de conflito com a China.

Além do tema da venda de armas, Xi poderá também usar a reunião com Trump para procurar mudar a posição oficial de Washington sobre Taiwan, seja incentivando uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja tentando obter uma formulação mais alinhada com a posição chinesa sobre a chamada 'reunificação'.

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