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Ampere do Grupo Renault cancela a OPI e mantém planos para veículos 100% elétricos

Carro elétrico branco a carregar em estação de carregamento dentro de edificio moderno com vista urbana.

Anunciada em novembro de 2022, a Ampere é uma das mais recentes unidades de negócio do Grupo Renault, criada para se dedicar em exclusivo ao desenvolvimento e à produção de veículos 100% elétricos.

O cancelamento da OPI da Ampere

Desde o arranque do projeto, Luca de Meo, diretor executivo do Grupo Renault, tinha colocado em cima da mesa objetivos ambiciosos de autonomia para a Ampere, entre os quais uma entrada em bolsa, apontada para o primeiro trimestre de 2024. No entanto, esse passo já não vai avançar.

De acordo com de Meo, “as condições atuais do mercado de ações não estão reunidas e, por isso, o Grupo Renault decidiu cancelar o processo de OPI (Oferta Pública Inicial) da Ampere”.

Ainda assim, a decisão não altera a estratégia previamente definida para acelerar a criação de novos veículos elétricos e o desenvolvimento de programas na nova unidade.

“O plano estratégico do Grupo Renault, Renaulution, é autofinanciado e os resultados que serão divulgados referentes a 2023 confirmam a capacidade do grupo em gerar capital suficiente para financiar o seu futuro, incluindo o desenvolvimento da Ampere.”

Luca de Meo, CEO do Grupo Renault

Investimentos e projeções financeiras

A Ampere opera de forma independente desde novembro e, segundo a Renault, deverá gerar receitas na ordem dos 2,8 mil milhões de euros ainda este ano.

Entretanto, a Nissan - parceira do Grupo Renault na Aliança - comunicou um investimento de cerca de 600 milhões de euros na nova divisão.

Como refere o grupo, esta unidade “combina a agilidade de uma empresa emergente com a experiência de um construtor como a Renault, nas áreas de desenvolvimento e produção de veículos.”

Os planos ambiciosos da Ampere

A Ampere tem como objetivo baixar os custos de fabrico de veículos elétricos em cerca de 40%, para viabilizar a chegada ao mercado de modelos elétricos mais acessíveis.

A unidade irá produzir veículos elétricos para todas as marcas da Aliança: Renault, Alpine, Dacia, Nissan e Mitsubishi. Por isso, a discussão em torno de preços poderá tornar-se mais atrativa e competitiva num horizonte próximo.

No plano comercial, a fasquia passa por vender 300 mil veículos elétricos até ao final de 2025, com a meta de atingir 1 milhão de unidades até 2031.

O «porta-estandarte» da nova Ampere é a já anunciada nova geração do Renault Twingo, um citadino 100% elétrico com preço previsto abaixo de 20 mil euros. A chegada ao mercado está apontada para 2026, mas este é apenas um dos sete modelos elétricos que a Ampere prevê lançar até 2031.

Fonte: Automotive News Europe

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