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OMS confirma seis casos de hantavírus no MV Hondius e coordena evacuação nas Canárias

Funcionária em equipamento de proteção conduz passageiros a desembarcar de navio de cruzeiro no porto.

Casos confirmados e balanço do surto de hantavírus

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou esta sexta-feira que, até ao momento, foram confirmados seis casos de hantavírus, num total de oito suspeitas notificadas após um surto registado a bordo de um navio de cruzeiro no oceano Atlântico.

"Até 8 de maio foram notificados oito casos, incluindo três mortes (taxa de letalidade de 38%). Seis casos foram confirmados em laboratório como infeções por hantavírus, todos identificados como causados pelo vírus andino", conhecido por ser transmissível entre humanos, referiu a OMS em comunicado.

Avaliação do risco pela OMS

Apesar da gravidade do agente infeccioso para quem adoece, a OMS sublinhou que a probabilidade de disseminação para a população mundial é muito reduzida.

"Este é um vírus perigoso, mas apenas para a pessoa infetada. O risco para a população em geral continua a ser extremamente baixo", afirmou em Genebra o porta-voz da organização, Christian Lindmeier, aos jornalistas.

Tedros nas Canárias para coordenar a evacuação em Tenerife

De acordo com fontes do Ministério do Interior espanhol, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, desloca-se no sábado às Canárias para acompanhar a coordenação da evacuação dos passageiros do navio de cruzeiro associado ao surto.

Segundo as mesmas fontes, Tedros seguirá com os ministros espanhóis da Saúde e do Interior até um posto de comando instalado em Tenerife, com o objetivo de "garantir a coordenação entre as agências governamentais, o controlo sanitário e a implementação dos protocolos de monitorização e intervenção planeados", indicaram à agência France-Presse (AFP).

Situação a bordo do MV Hondius e plano de desembarque

O Governo espanhol adiantou hoje que todas as pessoas que permanecem a bordo do "MV Hondius" não apresentam sintomas de infeção por hantavírus. Após a escala nas Canárias, o navio deverá rumar aos Países Baixos com alguns elementos da tripulação.

O paquete, no qual foram detetados casos entre passageiros e tripulantes que já não se encontram a bordo, deixou Cabo Verde na quarta-feira, depois de ter estado em quarentena.

A embarcação navega agora para o arquipélago espanhol das Canárias, o porto mais próximo que a OMS avaliou como reunindo todas as condições técnicas para assegurar, com segurança, o desembarque e o repatriamento das mais de 140 pessoas de 23 nacionalidades que ainda seguem no "MV Hondius".

A operação de desembarque e repatriamento, que estava inicialmente prevista para arrancar na segunda-feira, está a ser preparada para decorrer com a maior rapidez possível e também para a eventualidade de o navio chegar mais cedo à ilha de Tenerife, acrescentou a mesma fonte.

Numa primeira fase, o plano passava por desembarcar em Tenerife e repatriar a partir desta ilha todas as pessoas que se encontram no navio. No entanto, deverão afinal permanecer no paquete pelo menos 30 tripulantes, que retomarão de imediato a viagem para conduzir o "MV Hondius" até aos Países Baixos, explicou a diretora da proteção civil espanhola, Virginia Barcones.

Vários países - entre os quais Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha - já comunicaram que vão enviar aviões para Tenerife para repatriar os respetivos cidadãos que estavam no cruzeiro.

Virginia Barcones referiu ainda que, no âmbito do mecanismo europeu de proteção civil, também já foram disponibilizados meios aéreos de diferentes países para transportar passageiros e tripulantes até aos seus locais de residência.

Os Países Baixos ficarão responsáveis por assegurar o repatriamento de todos os casos que não tenham resposta através de aviões nacionais ou do mecanismo europeu.

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