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Gustavo Leite esclarece negociações do Paraguai para rota aérea directa Assunção-Miami com American Airlines e GOL

Homem de fato junto a mesa com maquetes de aviões e mapa, ao fundo aviões a levantar voo num aeroporto.

O embaixador do Paraguai nos Estados Unidos, Gustavo Leite, divulgou hoje (13) uma nota nas redes sociais para esclarecer pormenores das conversações sobre a criação de uma rota aérea directa entre Assunção e Miami.

Proposta inicial à American Airlines

De acordo com o diplomata, em Outubro de 2025 o Governo paraguaio, através da Direcção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC) e com o aval do presidente Santiago Peña, apresentou à American Airlines uma contraproposta que incluía US$ 5 milhões em subsídios, além de incentivos adicionais - entre eles, um apoio fixo para lançar a ligação Assunção–Miami com quatro frequências semanais.

Leite afirmou que a companhia norte-americana não aceitou essa proposta. Acrescentou ainda que é habitual os governos concederem apoios financeiros temporários na abertura de novas rotas, até estas se tornarem rentáveis, apontando como exemplo o caso da Air Europa no Paraguai.

Alternativa negociada com a GOL para a rota Assunção–Miami

Depois da recusa da American Airlines, Gustavo Leite disse ter consultado o presidente Santiago Peña sobre a hipótese de procurar alternativas que, na sua avaliação, seriam mais vantajosas para o país. Segundo o embaixador, as negociações prosseguiram com a brasileira GOL, que manifestou interesse em operar a rota Assunção–Miami quatro vezes por semana, utilizando jactos Boeing 737 MAX, num serviço que, afirmou, seria o voo mais longo realizado por uma aeronave deste modelo.

O formato apresentado pela companhia brasileira previa um eventual apoio financeiro de US$ 300 mil por mês durante apenas um ano, condicionado exclusivamente à verificação de perdas operacionais comprovadas e sujeito a mecanismos específicos de controlo.

Na mesma nota, Leite sustentou que o modelo discutido com a GOL seria financeiramente mais conveniente do que a proposta inicialmente dirigida à American Airlines, uma vez que qualquer pagamento ficaria dependente do desempenho operacional da rota.

Aprovação presidencial e críticas à divulgação

O embaixador indicou também que o presidente Santiago Peña aprovou a proposta numa reunião realizada no Mburuvichá Roga, a residência oficial da presidência paraguaia, com a presença de representantes da GOL. Conforme relatou, as ministras Marianna Saldívar e Angie Duarte ficaram responsáveis por conduzir os trabalhos necessários para viabilizar a operação, que, mais tarde, não avançou.

Leite rejeitou acusações de que teria sugerido comprometer fundos públicos de forma irregular e afirmou que se limitou a procurar uma alternativa que considerava mais vantajosa face à proposta previamente apresentada pelo próprio Governo paraguaio.

No final do comunicado, Gustavo Leite lamentou que o Paraguai continue sem uma ligação aérea directa aos Estados Unidos e criticou aquilo que classificou como uma divulgação incorrecta das negociações em torno da futura rota aérea. Actualmente, os voos entre Assunção e Miami continuam adiados:

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