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DECEA reúne SISCEAB para debater telecomunicações, conectividade espacial e cibersegurança

Mulher apresenta dados num monitor grande com mapa do Brasil a militares sentados à mesa com laptops e rádios.

O Departamento de Controlo do Espaço Aéreo (DECEA) juntou, no dia 4, representantes de várias entidades do Sistema de Controlo do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) para discutir o rumo das telecomunicações, da conectividade espacial e da cibersegurança no sector aeronáutico. Nesse contexto, teve lugar uma palestra conduzida pelo representante das empresas UNISAT e Integrasys, José Raimundo Cristovam.

Sessão do DECEA no auditório do GEIV

A iniciativa, promovida pelo Subdepartamento Técnico do DECEA, decorreu no auditório do Grupo Especial de Inspecção em Voo (GEIV). O encontro contou com a presença de profissionais do DECEA, da Comissão de Implantação do Sistema de Controlo do Espaço Aéreo (CISCEA), do Parque de Material de Electrónica do Rio de Janeiro (PAME-RJ), do Primeiro Grupo de Comunicações e Controlo (1º GCC) e de organizações regionais do DECEA.

Painéis sobre telecomunicações, IA, RF e SATCOM

A programação foi organizada em dois painéis. O primeiro centrou-se na evolução das telecomunicações na era da inteligência artificial e no espaço como “quarta força de defesa”. O segundo debateu as comunicações por radiofrequência (RF) e os sistemas SATCOM perante o avanço das megaconstelações de satélites.

Entre os assuntos analisados estiveram os satélites de órbita geoestacionária (GEO), de órbita média (MEO), de órbita baixa (LEO) e o conceito D2D (Device-to-Device), que possibilita comunicação directa entre dispositivos sem depender exclusivamente da infra-estrutura terrestre tradicional.

SISCEAB, cibersegurança e constelações LEO

Durante a apresentação, Cristovam sublinhou as “telecomunicações como o novo campo de batalha da cibersegurança“. “Com o aumento da dependência de sistemas conectados, ligações satelitais e infraestrutura digital, cresce também a necessidade de proteger redes críticas contra ataques cibernéticos, interferências e tentativas de interrupção dos serviços“, afirmou.

Neste enquadramento, a articulação entre telecomunicações, defesa cibernética e controlo do espaço aéreo ganha um papel estratégico tanto para a aviação civil como para a militar. A expansão das constelações de satélites e a evolução da computação em nuvem trazem benefícios operacionais, mas também colocam novos desafios associados à protecção de dados, à resiliência das comunicações e à continuidade dos serviços ATM.

Para Cristovam, a utilização de satélites de órbita baixa surge igualmente como via para aumentar a disponibilidade dos serviços de tráfego aéreo. “A tecnologia oferece menor latência e maior cobertura em áreas remotas, oceânicas e de difícil acesso, pontos sensíveis para a continuidade operacional da navegação aérea“, assinalou.

No âmbito do SISCEAB, os sistemas satelitais têm um papel relevante na garantia das comunicações entre aeronaves e órgãos de controlo, sobretudo em zonas afastadas da infra-estrutura terrestre convencional. As ligações via satélite permitem alargar a cobertura operacional, apoiar serviços de vigilância e comunicação aeronáutica e assegurar maior regularidade ao fluxo aéreo.

Além de reforçarem a segurança operacional, estas tecnologias contribuem para uma circulação aérea mais eficiente, ao reduzirem limitações de cobertura e ao aumentarem a fiabilidade das comunicações em áreas continentais e oceânicas sob responsabilidade brasileira.

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