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Primeiro voo do MQ-25A Stingray da U.S. Navy
A U.S. Navy deu um passo decisivo rumo à operação de aeronaves não tripuladas a partir dos seus porta-aviões, depois de o MQ-25A Stingray ter concluído finalmente o seu tão aguardado voo inaugural, após atrasos que empurraram o programa para 2026. O ensaio, realizado pela Boeing em coordenação com a Marinha, marca um ponto de viragem no esforço para colocar em serviço um drone de reabastecimento aéreo operacional com base em porta-aviões.
Em vez de se limitar à validação elementar das capacidades de voo, a missão foi preparada para evidenciar a autonomia crescente do aparelho e a sua aptidão para se integrar na arquitectura de aviação não tripulada que a Marinha está a desenvolver. Ao longo de cerca de duas horas, o MQ-25A executou toda a sequência de actividades de voo - desde as manobras no solo até à aterragem - respondendo a entradas remotas e cumprindo um perfil de missão previamente definido.
Autonomia, comando e integração com sistemas não tripulados
O comando da aeronave foi assegurado através do Unmanned Carrier Aviation Mission Control System MD-5, operado a partir de uma Estação de Controlo em Terra no Aeroporto MidAmerica St. Louis, no Illinois. Durante toda a missão, especialistas da Boeing e pessoal da U.S. Navy dedicado à aviação não tripulada emitiram comandos e acompanharam o desempenho em tempo real, confirmando a fiabilidade dos sistemas de controlo de voo e navegação do drone, bem como a segurança da ligação com os operadores em terra.
Ao comentar o marco alcançado, Dan Gillian, vice-presidente e director-geral da Boeing Air Dominance, afirmou: “o voo bem-sucedido de hoje baseia-se em anos de aprendizagem com o nosso protótipo MQ-25A T1 e representa uma maturação significativa do programa.” Acrescentou ainda que “o MQ-25A é o sistema autónomo mais complexo alguma vez desenvolvido para o ambiente de porta-aviões, e esta conquista histórica aproxima-nos da integração segura do Stingray na ala aérea embarcada.”
O Contra-Almirante Tony Rossi, responsável pelo Program Executive Office for Unmanned Aviation and Strike Weapons, salientou a relevância do programa para o futuro da frota, referindo: “o primeiro voo do MQ-25A é uma conquista fundamental para a equipa da Marinha e da Boeing, e um passo crítico rumo ao futuro da ala aérea embarcada.” Adiantou que “este teste demonstra progressos na entrega de uma capacidade de reabastecimento aéreo com base em porta-aviões que irá expandir de forma significativa o alcance e a capacidade operacional da frota.”
Papel do MQ-25A Stingray no reabastecimento aéreo a partir de porta-aviões
Concebido como peça central na aposta da Marinha na cooperação entre meios tripulados e não tripulados, o MQ-25A Stingray deverá garantir reabastecimento aéreo orgânico a partir de porta-aviões, aumentando de forma substancial o raio de acção das alas aéreas embarcadas. Ao assumir a função de “tanker”, espera-se que a plataforma reduza a dependência dos caças F/A-18 Super Hornet em missões de reabastecimento, libertando esses aparelhos para tarefas de ataque e superioridade aérea.
Atrasos, ensaios no solo e próximos passos até à certificação
A evolução do programa surge após uma sequência de atrasos reconhecidos ao longo de 2025, quando a U.S. Navy confirmou que o primeiro voo seria adiado para 2026. Entre os desafios estiveram a integração de software certificado, a continuação dos testes ao motor e a finalização da programação de comando pela Lockheed Martin. A estes factores somaram-se ainda pressões adicionais, como potenciais impactos de paralisações do Governo e perturbações ligadas ao trabalho nas instalações da Boeing, que também contribuíram para o calendário revisto.
Em fevereiro de 2026, a Boeing tinha anunciado a conclusão dos testes no solo, incluindo ensaios autónomos de táxi a baixa velocidade que validaram o desempenho inicial do sistema. Com o primeiro voo agora concretizado, os testes vão prosseguir no Aeroporto MidAmerica St. Louis antes de a aeronave ser transferida para a Naval Air Station Patuxent River, no Maryland. Aí, o MQ-25A será sujeito às avaliações necessárias para, mais tarde, obter a certificação que permitirá operar a partir dos porta-aviões da U.S. Navy.
Imagem de capa obtida junto da Boeing.
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