Os automóveis elétricos usados continuam a atrair a atenção de muitos compradores, mas a decisão não deve ficar limitada a ver anúncios e escolher ao acaso.
Automóveis elétricos usados: ajustar o carro à sua rotina
Antes de avançar, vale a pena pensar com calma no tipo de viatura que realmente faz sentido para o seu dia a dia. Por exemplo: dificilmente precisa de um automóvel com 500 km de autonomia se, na prática, faz percursos curtos e não costuma realizar viagens longas com frequência.
Carregamento da bateria e impacto nos custos
Outro ponto essencial é analisar, antecipadamente, como vai ser feito o carregamento da bateria. Tem possibilidade de carregar em casa ou no trabalho, ou ficará dependente da rede pública? E que mudanças terá de realizar na sua infraestrutura elétrica para suportar esse carregamento?
A forma como responde a estas questões influencia diretamente os custos de utilização. Além disso, em alguns automóveis elétricos mais antigos, pode ser necessário confirmar se a tomada de carregamento é compatível e, se não for, comprar um adaptador.
Atenção redobrada às baterias
Há um tema incontornável nos carros elétricos - e ainda mais nos usados: a condição da bateria. Trata-se do componente mais dispendioso de um automóvel elétrico e, por isso, merece mais cuidado do que qualquer outro.
Na hierarquia de verificações antes da compra, a bateria deve estar em primeiro lugar, bem acima, por exemplo, dos quilómetros registados. Até porque, num elétrico, existem menos peças mecânicas sujeitas a desgaste do que num automóvel com motor de combustão.
Para obter dados fiáveis sobre o estado de conservação da bateria, o ideal é realizar um teste. Os preços desta avaliação variam: há empresas a pedir 60 euros e outras 100 euros ou mais.
Se está decidido a comprar um elétrico em segunda mão, este é, provavelmente, um dos melhores investimentos que pode fazer. É tão relevante que algumas pessoas defendem que o teste deveria ser obrigatório e assegurado pelo vendedor.
O teste ajuda a medir a degradação da bateria - isto é, o processo em que a bateria vai perdendo capacidade de manter carga ao longo do tempo. A degradação resulta de vários fatores, mas mesmo com boa utilização, uma bateria pode perder até 20% da capacidade ao fim de 10 anos.
Na prática, esta avaliação permite comparar a capacidade atual com a capacidade original. Se o valor estiver demasiado baixo, pode significar ter de comprar uma bateria nova num futuro próximo - e isso pode tornar-se um pesadelo em termos de custos.
Quanto ao resto, os cuidados a ter antes de decidir a compra de um automóvel elétrico são os habituais e aplicáveis a qualquer carro: verificar o estado geral dos elementos visíveis (carroçaria e habitáculo), avaliar pneus, travões e suspensões, e confirmar outros pormenores.
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