Visita a Vila Verde dá início à Rota pelo Ensino e Formação Profissional
O secretário-geral do PS afirmou, esta segunda-feira, que existe um "estigma social" associado ao ensino profissional e sustentou que o ponto de partida, enquanto comunidade, passa por "vencer esse preconceito".
José Luís Carneiro falava durante uma deslocação à Escola Industrial da DST, no concelho de Vila Verde, distrito de Braga. A visita assinalou o arranque da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, uma iniciativa que, nas próximas semanas, levará o líder socialista a percorrer vários pontos do país, passando por escolas de formação profissional, de formação técnica e por modelos de articulação entre o ensino profissional e o ensino politécnico e universitário.
"O objetivo é um e claro: nós para termos um país mais produtivo, mais competitivo na sua economia, temos necessidade de apostar na formação e na qualificação, bem como na reconversão profissional, e não, contrariamente àquilo que está a fazer o Governo, na desqualificação das leis laborais e na retirada de direitos laborais aos trabalhadores", frisou o secretário-geral do PS.
José Luís Carneiro (PS) insiste no "estigma social" sobre o ensino profissional
De acordo com José Luís Carneiro, "há um estigma social em relação ao ensino profissional".
Na sua perspetiva, esse é o primeiro entrave que o país tem de ultrapassar: "o estigma que se abateu sobre o ensino profissional e vencer esse preconceito social".
"E nós temos de ser capazes, enquanto sociedade, de quebrar esse estigma. Ou seja, há jovens que têm predisposição para realizarem um processo de aprendizagem a partir da prática. Isso não significa que depois não possam e não devam desenvolver um estudo mais conceptual, mais teórico, ter acesso ao ensino superior ou ao ensino politécnico", sublinhou o líder socialista.
Formação alinhada com o tecido empresarial e a economia
Como segunda linha de ação, apontou a necessidade de assegurar "uma boa articulação entre a formação e as necessidades do tecido empresarial e do tecido económico", acrescentando que essa ligação é determinante para orientar a resposta formativa.
O secretário-geral do PS recordou que "em tempos" foi construída, na região de Entre Douro e Minho, uma agenda para a empregabilidade que procurou mapear as necessidades do tecido produtivo, do tecido empresarial e do tecido económico, com o objetivo de ajustar a oferta de formação ao que era pedido pela economia.
Para Carneiro, trata-se de um trabalho que deve envolver "as instituições públicas, as instituições cooperativas, as instituições privadas", com a finalidade de "garantir uma resposta às mais jovens gerações".
O foco nos 140 mil jovens que não estudam nem trabalham
José Luís Carneiro defendeu ainda que o dia, no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, serve também para evidenciar como se podem criar oportunidades para os 140 mil jovens que, em Portugal, não estudam nem trabalham.
"Este é talvez dos assuntos mais relevantes para o futuro da nossa democracia, porque muitos destes jovens encontram-se desencantados com o futuro do seu país. E nós temos de ser capazes de garantir uma oportunidade de vida para estes jovens e de garantir às suas famílias que é possível realizar uma vida pessoal, uma vida profissional e estabelecer um projeto de vida a partir do ensino técnico e profissional", vincou José Luís Carneiro.
"O meu dia é dedicado a valorizar as oportunidades de vida de 140 mil jovens que aguardam por oportunidades no seu país. É um drama para esses jovens, é um drama para as suas famílias, é um drama para a democracia e para o Estado de direito, que não consegue responder a 140 mil jovens. Estamos a falar de mais de um milhão de pessoas", indicou José Luís Carneiro.
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