Nascimentos e óbitos em 2025 segundo as Estatísticas Vitais do INE
Apesar de terem nascido mais bebés em Portugal do que no ano anterior, os nascimentos continuam a não ultrapassar as mortes em Portugal. Na prática, o saldo natural mantém-se negativo - é o que mostram as Estatísticas Vitais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, com referência a 2025.
Em 2025 registaram-se 87.764 nascimentos no território nacional, o que corresponde a um aumento de 3,7% face a 2024 (mais 3122 bebés). No entanto, também o número de mortes aumentou 2,9%, elevando os óbitos para 121.817 no ano passado. Feitas as contas, os dados indicam que morreram mais 34.053 pessoas do que aquelas que nasceram em 2025.
Diferenças regionais: Grande Lisboa e região Norte
A exceção continua a ser a Grande Lisboa, que pelo terceiro ano seguido se mantém como a única região onde os nascimentos superam as mortes. Em concreto, contabilizam-se mais 414 bebés do que óbitos de residentes em território nacional.
Ainda assim, observa-se uma redução em relação a 2024, ano em que a diferença entre nascimentos e mortes chegava aos 927.
No sentido inverso, é na região Norte que os números estão mais negativos, embora se tenha verificado um desagravamento face há dois anos. No total, registaram-se quase mais 12 mil mortes do que nascimentos.
Mortalidade infantil volta a descer
Nos indicadores de mortalidade infantil há, contudo, um sinal positivo: os valores voltaram a diminuir depois de em 2024 se ter registado um aumento. "A diminuição dos óbitos infantis e o aumento do número de nados-vivos traduziu-se na diminuição da taxa de mortalidade infantil para 2,8 óbitos por mil nados-vivos face aos 3,0 em 2024", lê-se no documento publicado pelo INE.
Imigração e aumento da natalidade
Também é claro o contributo positivo da imigração para a subida da natalidade em Portugal. Entre todos os bebés nascidos em 2025, um terço é de mães de naturalidade estrangeira, isto é, que não nasceram em Portugal.
Este peso tem vindo a crescer de forma consecutiva na última década. De 2024 para 2025, o aumento é de 2,3 pontos percentuais, passando de 33% para 35,3%. Se a comparação for feita entre 2025 e 2016 - o ponto mais recuado dos dados incluídos no documento - nota-se um crescimento de 18,7%.
Autarquias reforçam incentivos à natalidade
Os valores reduzidos de bebés a nascer em Portugal têm sido motivo de preocupação para várias autarquias, que têm avançado com políticas de incentivo à natalidade por iniciativa própria.
Um dos exemplos é o município de Vinhais, no distrito de Bragança, que vai atribuir 2500 euros às famílias por cada criança que nascer no concelho a partir de janeiro de 2024 (mais 1500 euros do que o valor concedido desde 2021). Outro caso é o de Arouca, no distrito de Aveiro, que irá apoiar as famílias locais em 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção.
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