O Eletre causou estranheza por se afastar tanto daquilo que muitos associam à Lotus - afinal, trata-se de um SUV elétrico de grandes dimensões, com mais de 2500 kg. Já o novo Emeya (Type 133), ao que tudo indica, será um modelo bem mais fácil de encaixar na imagem da marca.
Isto porque o terceiro automóvel elétrico da Lotus - depois do Evija (o primeiro) e do Eletre (o segundo) - vai assumir a forma de uma berlina desportiva mais baixa, seguindo uma fórmula próxima da do Porsche Taycan, que se perfila como o seu adversário mais direto.
Com apresentação agendada para 7 de setembro, a Lotus começou por mostrar um pequeno vídeo de antevisão do seu próximo lançamento.
Como é habitual neste tipo de vídeo, pouco revela da futura berlina: ainda assim, dá para identificar as assinaturas luminosas à frente e atrás, bem como uma asa traseira retrátil.
Ainda assim, percebe-se que não será um modelo alto - algo que também ficou evidente nas mais recentes fotografias de espionagem do Emeya.
O que já sabemos do Lotus Emeya?
Agora integrada no universo Geely, não é propriamente inesperado que a nova berlina da Lotus recorra a tecnologia e componentes do grupo.
Um exemplo é a EPA (Arquitetura Elétrica Premium), a plataforma usada pelo Eletre e que também servirá de base ao Emeya. Esta deriva da SEA (Arquitetura de Experiência Sustentável) desenvolvida pela Geely, embora com alterações introduzidas pela Lotus.
Também não será surpreendente que exista, igualmente, partilha de tecnologia e de componentes entre o Emeya e o futuro Polestar 5 - outra berlina elétrica do grupo chinês.
Apesar disso, a Lotus garante que o Emeya terá personalidade própria, alinhada com os pergaminhos do construtor britânico.
É expectável que herde do Eletre soluções idênticas ao nível do chassis: da suspensão pneumática ao eixo traseiro direcional, passando por barras estabilizadoras ativas. Além do mais, como já se viu, contará com elementos aerodinâmicos ativos.
Naturalmente, tudo isto deverá ser «afinando» para uma carroçaria mais baixa, mais esguia e - assim se espera - substancialmente mais leve.
Até 905 cv?
Do Eletre, o futuro Lotus Emeya deverá também aproveitar os motores elétricos e a bateria de 112 kWh - apontando para autonomias superiores aos 600 km do Eletre.
Na prática, isto traduz-se numa configuração de dois motores (um por eixo), com 450 kW (612 cv) na versão de entrada e 675 kW, ou seja, 905 cv, na variante de topo.
São valores que, para já, o colocam acima do Porsche Taycan, embora abaixo de propostas como o Tesla Model S Plaid ou o Lucid Air. Ainda assim, falamos de 905 cv: dificilmente alguém o irá considerar lento.
Quando chega?
Como referido, o novo Lotus Emeya será revelado no dia 7 de setembro, mas a chegada ao mercado da nova berlina elétrica só está prevista para 2024.
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