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Argélia poderá comprar até doze (12) Su-57E, indicam vazamentos

Avião militar camuflado num hangar com três soldados e mesa com bandeiras, desenhos e computador portátil.
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Rússia intensifica a promoção do Su-57E para exportação

Ao longo dos últimos meses, o complexo industrial da Federação Russa - em particular a vertente aeroespacial, com destaque para a Rostec e para a United Aircraft Corporation (UAC) - tem reforçado a componente promocional destinada a apresentar o caça furtivo Su-57, actualmente ao serviço das Forças Aeroespaciais Russas, como uma alternativa relevante no mercado externo. Esses esforços parecem estar a produzir efeitos, uma vez que vários sinais indicam que a Força Aérea da Argélia poderá tornar-se a primeira utilizadora da versão de exportação deste caça de quinta geração. As indicações mais recentes, associadas a informação divulgada de forma não oficial, sugerem que o país africano poderá vir a adquirir até doze (12) novos Su-57E, a designação oficial do Felon preparada para clientes internacionais.

Argélia surge como provável primeira operadora do Su-57E

Há quase um ano, no final de novembro de 2024, representantes da agência estatal de exportação Rosoboronexport declaravam que o sector aeroespacial russo tinha concretizado a primeira venda externa do Su-57, o seu caça mais avançado, já integrado nas fileiras das Forças Aeroespaciais da Rússia. Mais tarde, apesar de não ter sido revelada a identidade do cliente, outras fontes apontaram que o primeiro exemplar seria entregue ainda durante o ano em curso de 2025.

Desde então, diferentes indícios têm convergido para o Norte de África, sugerindo que esse primeiro comprador poderá ser, precisamente, a Força Aérea da Argélia - que se encontra num processo de modernização e expansão das suas capacidades, com a incorporação de várias plataformas de combate de última geração. Prova disso é que, tal como noticiado anteriormente, a instituição estará a preparar-se para receber os seus primeiros bombardeiros Su-34, que se encontram actualmente sujeitos a ensaios de voo na Rússia.

Embora nem Argel nem Moscovo tenham confirmado oficialmente a operação, com o decorrer dos meses multiplicaram-se as referências a um aprofundamento da relação histórica de cooperação militar entre os dois países.

Vazamentos do Black Mirror e planeamento 2024–2026

A informação mais recente terá surgido a partir de uma série de fugas de dados divulgadas pelo colectivo hacker Black Mirror. Nessa divulgação, foram tornadas públicas listas e documentos que reflectem o planeamento feito nos últimos anos para a venda de equipamento militar russo a aliados e parceiros tradicionais. Os documentos estão datados de abril de 2024 e apontam para uma janela de execução situada no período 2024–2026.

Entre os exemplos mencionados, a Argélia tem recebido atenção particular - em linha com relatos recentes -, uma vez que a lista em causa indicaria o número potencial de caças furtivos Su-57 destinados à Força Aérea Argelina: um total de doze (12) aeronaves na versão de exportação, o Sukhoi Su-57E.

Deste modo, ainda que os quantitativos possam vir a variar, a informação divulgada - que deve ser encarada com prudência - ilustra os esforços da Rússia e do seu complexo industrial militar para colocar o seu caça de combate mais avançado junto de parceiros tradicionais, como a Argélia e, de acordo com relatos recentes, perante um renovado interesse da Índia.

Ainda assim, até existir uma confirmação definitiva, estes números podem alterar-se - ou não - em função das negociações que terão enquadrado a possível aquisição dos Su-57E por parte da Argélia, país que também avança na incorporação dos referidos Su-34 e dos caças Su-35S.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.


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