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Mojtaba Khamenei apela aos iranianos para aumentarem a taxa de natalidade

Casal preocupado segura ultrassom e sapatinhos de bebé junto a maquete e televisão ligada numa sala.

Apelo de Mojtaba Khamenei para elevar a taxa de natalidade no Irão

Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irão, que não tem surgido em público desde que sucedeu ao pai, em março, deixou esta terça-feira um apelo aos iranianos para aumentarem a taxa de natalidade “para o bem do país”.

Numa carta divulgada na rede social X, escreveu: "Ao procurar seriamente a política de crescimento populacional adequada e necessária, a grande nação do Irão poderá desempenhar um papel importante e alcançar avanços estratégicos no futuro".

A mensagem foi enviada como resposta a uma carta conjunta de organizações da sociedade civil que trabalham questões demográficas.

Segundo uma versão mais extensa do texto, transmitida pela emissora estatal Irib, o líder supremo acrescentou: “Esperamos que os seus esforços dedicados conduzam a resultados frutíferos, se Deus quiser”.

Ausência pública e contexto após a sucessão

Desde que assumiu funções, Khamenei tem-se limitado a emitir declarações por escrito. De acordo com a informação disponível, terá ficado ferido nos ataques aéreos no início da guerra no Médio Oriente, ofensiva na qual morreu o seu pai e antecessor, Ali Khamenei.

Demografia no Irão: população e queda da fertilidade

O Irão tem cerca de 92 milhões de habitantes, o que o coloca como o 17.º país mais populoso do mundo.

Ainda assim, a taxa de fertilidade das mulheres iranianas caiu acentuadamente nas últimas décadas: de 6,5 em 1979, ano da Revolução Islâmica, para 1,7 em 2024, segundo dados do Banco Mundial.

Em 2020, um responsável da área da saúde no país afirmou que hospitais e clínicas públicas tinham deixado de realizar vasectomias e de distribuir contracetivos, num esforço para aumentar a taxa de natalidade.

Guerra, estreito de Ormuz e negociações com Washington

Apesar dos estragos provocados pelos ataques recentes dos Estados Unidos e de Israel, Teerão entende ter mantido capacidade estratégica, incluindo através da influência sobre o estreito de Ormuz, uma via considerada essencial para o comércio mundial de petróleo.

Entretanto, as conversações entre Washington e Teerão para tentar travar a guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel continuam sem avanços, estando bloqueadas há várias semanas.

O tema central do impasse mantém-se o programa nuclear iraniano, com o Governo norte-americano a exigir limites ao enriquecimento de urânio por parte de Teerão.

A República Islâmica tem recusado repetidamente as condições colocadas pelos Estados Unidos e, na segunda-feira, fez chegar uma contraproposta através de mediadores paquistaneses, embora o teor dessa proposta não tenha sido divulgado.

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