Confiança dos consumidores volta a ceder em abril
Em abril, o indicador de confiança dos consumidores desceu para o nível mais baixo desde novembro de 2023, num mês em que o indicador de clima económico apresentou uma evolução inversa e aumentou, depois da quebra registada em março.
De acordo com os inquéritos de conjuntura publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores "diminuiu nos últimos três meses, de forma significativa em março, registando em abril o valor mais baixo desde novembro 2023".
Este recuo resultou sobretudo de contributos negativos associados às opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar, bem como às perspetivas relativas à evolução futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país.
Em contraste, as expectativas quanto à realização futura de compras importantes por parte das famílias deram um contributo positivo, segundo o INE.
Situação financeira, economia e perceção dos preços
Os mesmos inquéritos indicam que as avaliações sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país caíram ao longo dos últimos três meses e recuaram de forma marcada em abril, mês em que se observou, respetivamente, a maior diminuição desde abril e maio de 2020.
O INE analisou também o saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços, que aumentou significativamente em abril, registando “o maior aumento desde maio de 2008”.
Já o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu, após os aumentos verificados nos três meses anteriores, incluindo uma subida expressiva em março, quando se registou o segundo maior aumento da série e se atingiu o valor mais elevado desde março de 2022.
Clima económico nas empresas e confiança por setor
Quanto ao indicador de clima económico, calculado a partir de inquéritos às empresas, este avançou em abril, invertendo a descida do mês anterior.
A confiança melhorou no comércio e na construção e obras públicas, enquanto recuou nos serviços e na indústria transformadora.
Indústria transformadora e expetativas de preços de venda
Na indústria transformadora, o indicador baixou em abril, refletindo o contributo negativo das apreciações sobre as ‘existências’ de produtos acabados e, de forma expressiva, das perspetivas de produção, situando-se no valor mais baixo desde outubro de 2023.
Por seu lado, as expectativas dos empresários relativas à evolução futura dos preços de venda subiram em todos os setores, alcançando na construção o nível mais elevado desde novembro de 2022.
Para 2027, a maioria das empresas na indústria transformadora (65,8%) e nos serviços (69,7%) antecipa uma estabilização do investimento face a 2026.
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