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UGT reafirma propostas na reforma laboral e adia decisão sobre greve geral para 7 de maio

Homem a falar ao microfone numa reunião de grupo num escritório com várias pessoas a escutar.

A UGT tenciona manter e “reafirmar as propostas” que apresentou no dossiê da reforma laboral. A central sindical admite que poderá vir a juntar-se a uma greve geral, mas só tomará uma decisão depois da reunião determinante da concertação social, marcada para 7 de maio.

UGT mantém propostas na reforma laboral

“Não vamos alterar as propostas, vamos reafirmar as propostas que fizemos”, declarou o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, esta quarta-feira, em Lisboa, em declarações citadas pela Lusa. Ainda assim, sublinhou que o propósito do processo negocial passa por “aproximar posições”.

Até àquela reunião, a UGT não tenciona mexer no que já apresentou nem avançar com novas ideias, argumentando que isso significaria reabrir a negociação numa fase em que o processo já está avançado. “Este não é o momento para apresentar novas propostas”, afirmou.

Greve geral: decisão só após a concertação social de 7 de maio

Ao contrário da CGTP, que desde o início recusou integrar a mesa negocial, a UGT continua envolvida nas conversações e remete qualquer decisão sobre formas de luta para depois da próxima plenária da concertação social.

Mesmo assim, Mourão não afasta a possibilidade de uma greve geral: “Não está excluída”, disse, referindo-se a esse cenário.

Esta posição surge um dia depois de o Expresso ter noticiado que a CGTP deu luz verde à convocação de uma nova greve geral contra a revisão das leis laborais, com o anúncio formal previsto para o 1.º de Maio e a paralisação apontada para o início de junho.

Impasse nas negociações e posição do Governo

Num contexto de bloqueio negocial, o Governo já deu sinais de que se prepara para apresentar uma versão da reforma laboral mais próxima da original, apresentada em julho do ano passado, como avançou o Expresso.

A última versão da proposta do Governo foi chumbada por unanimidade pelo secretariado nacional da UGT. Ainda assim, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, insiste na necessidade de aproximação entre as partes e convocou para 7 de maio uma reunião que deverá fechar o processo antes do envio do diploma ao Parlamento.

Apesar das divergências, a UGT recusa a ideia de um braço de ferro com o Governo. “Uma negociação não é fazer um braço de ferro. Se as partes vão para a mesa fazer um braço de ferro, então é fracasso total”, afirmou Mourão.

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