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Após o sucesso nas comunicações lunares, a Nokia separa o negócio espacial Modul8, criando uma nova empresa.

Astronauta com fato espacial branco consulta painel digital transparente na superfície da lua com a Terra ao fundo.

Modul8, o projeto da Nokia que lançou a primeira rede móvel na Lua, vai obter financiamento independente e acelerar tecnologias para a economia espacial

A Nokia anunciou um acordo com a Celestial Acquisition para separar a sua divisão espacial Modul8 e transformá-la numa empresa independente. O respetivo acordo já foi assinado, e a conclusão da transação é esperada para o verão.

A Modul8 funciona atualmente como um projeto interno da Nokia Bell Labs e dedica-se ao desenvolvimento de soluções de comunicação para o espaço, incluindo hardware, software e serviços concebidos para condições operacionais extremas.

Segundo o vice-presidente de parcerias estratégicas da Nokia, Chris Jones, «a criação de uma estrutura independente dará ao projeto a organização e o financiamento necessários para acelerar o desenvolvimento e transformar ideias inovadoras em soluções reais para a economia espacial em crescimento».

Entre os principais marcos da Modul8 está a implementação e entrada em operação da primeira rede móvel na Lua, no âmbito da missão IM-2, no ano passado. Além disso, a divisão colabora com a Axiom Space, integrando o seu sistema de comunicações para a superfície lunar no fato espacial de nova geração AxEMU, destinado às missões do programa Artemis.

A Nokia não divulga as razões específicas para a separação do negócio, mas sublinha que uma estrutura independente permitirá atrair investimento, passar mais depressa dos protótipos aos produtos comerciais e escalar as soluções perante a procura crescente.

«Embora o projeto ainda esteja numa fase inicial de crescimento da receita, um percurso independente ajudará a atrair capital, acelerar a inovação e expandir a adoção, sem perder a base científica da Bell Labs», afirmou Jones.

Ao mesmo tempo, a Nokia manterá uma participação significativa na nova empresa e continuará a trabalhar na área das comunicações espaciais e não terrestres (NTN), incluindo o desenvolvimento de futuras redes como a 6G.

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