A luz de Fátima
Há um ano, Luís Montenegro cruzou-se com Fátima em plena campanha eleitoral; este ano, marcou presença na Procissão das Velas, na primeira grande celebração do calendário. O primeiro-ministro foi com a mulher, Carla, e misturaram-se entre a multidão: ele levava uma vela acesa, ela transportava três. Entre quem gosta de animar conversas religiosas, discutiu-se se a visita serviu para agradecer a vitória nas urnas ou para pedir uma intenção particular - sem que daí saísse qualquer certeza. Seja qual for a razão, fica a frase dita na homilia do dia 13 pelo patriarca de Lisboa: “Não basta acender a vela, é preciso tornar-se luz.”
Susto (Gente)
A política anda serena demais e, sem grande fogo, os nossos políticos vão-se entretendo com idas a programas da manhã. Depois de André Ventura ter visto Carneiro brilhar ao acordeão na semana passada, resolveu assegurar a sua quota de conversa. Não porque lhe conheçamos algum talento secreto - e, a existir, não o vimos. O que se soube foi outra coisa: uma vidente ter-lhe-á vaticinado “vida curta” precisamente quando se preparava para entrar num voo de duas horas. Na CMTV contou que passou a viagem a rezar. Até agora, parece estar a resultar: uma oração aqui, um segurança ali, uma visita ao hospital acolá. E fica a nota: Ventura diz não temer ninguém - a menos que o susto venha do além.
Tristeza
Manuel Alegre assinalou 90 anos, na terça-feira, com um jantar num hotel de Lisboa, onde se juntaram dezenas de amigos (entre os quais o Presidente da República, António José Seguro). A grande organizadora foi Maria de Belém. Tendo sido presidente do PS por apenas três anos, no período de liderança de Seguro, acabou afastada do cargo, em 2014, por Carlos César, que então fez dupla com a liderança de António Costa. Foi já sob essa condução que, em 2016, o partido recusou apoiar a candidatura presidencial de Maria de Belém, que terminou com uma dívida de meio milhão de euros e sem subvenção do Estado (por não ter atingido o mínimo de votos que lhe daria acesso a esse apoio). Posto isto, só quem desconhece o género humano estranha que um dos amigos mais antigos e resistentes de Alegre no PS, Carlos César, não tenha sido convidado. Não bastava, ao que parece, ser amigo do aniversariante - era preciso também ter o aval de quem organizou.
Poder de antecipação
Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, voltou a dizer não ao hastear da bandeira LGBT nos Paços do Concelho a 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. A justificação foi simples: a lei não permitiria a exibição de bandeiras de movimentos sociais em edifícios públicos. Há quem lembre, porém, que essa lei ainda não existe: a proposta do CDS, aprovada à direita, não está em vigor e nem sequer foi promulgada. Ainda assim, Gente dá o desconto ao autarca: Moedas não estaria a faltar à verdade - estaria apenas a antecipar o que aí vem.
João Gabriel regressa a casa
Agora que a Champions parece uma miragem e Rui Costa permanece no limbo, João Gabriel - ex-diretor de comunicação do SL Benfica nos tempos de Luís Filipe Vieira e, entretanto, diretor de comunicação do PS durante a liderança de Pedro Nuno Santos - parece ter regressado ao ponto de partida. Gente sabe que, esta semana, foi visto a jantar no novo Café de São Bento, dentro do Benfica Hotel. E há quem garanta que, à mesa, estavam comentadores desportivos da praça.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário