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CUPRA Born VZ: o novo compacto desportivo 100% elétrico

Carro elétrico Cupra VZ azul com detalhes laranja exposto em showroom moderno com carregador elétrico.

A CUPRA voltou a subir a fasquia ao apresentar o Born VZ, o primeiro compacto desportivo 100% elétrico da marca. Esta versão adota a sigla VZ (veloz), que assinala as variantes mais desportivas da CUPRA, tal como já acontece no Formentor e no Leon.

A marca espanhola dá a ideia de que «passou a perna» à Volkswagen, que promete um ID.3 GTX desde 2021 - um modelo que partilha praticamente tudo com o Born -, mas que continua ainda em fase de desenvolvimento.

Na tampa da bagageira, a inscrição VZ surge em destaque e acompanha um visual reforçado por jantes de 20”, agora calçadas com pneus mais largos e de orientação mais desportiva. A assinatura luminosa em LED mantém-se, mas a paleta de pintura passa a incluir duas novas opções: Dark Forest e Midnight Black. A rematar, surgem mais apontamentos em tom cobre.

No interior, a principal novidade são os novos bancos dianteiros desportivos, com maior suporte lateral, que permitem adotar uma posição de condução mais baixa e recorrem a materiais reciclados. Junta-se ainda um novo ecrã tátil central, aumentado para 12,9″.

Atrás do volante continuam a existir patilhas, mas aqui não servem para mudar de caixa (até porque não há caixa de velocidades, dado ser uma relação fixa); a sua função é alternar entre três níveis distintos de regeneração de energia.

Apenas duas rodas motrizes

As alterações mais relevantes entre o CUPRA Born que já conhecíamos e o novo VZ não saltam imediatamente à vista. No topo está o conjunto de propulsão 100% elétrico, que eleva - e muito - o patamar do Born.

Em vez de seguir a fórmula mais comum nos elétricos focados em potência e desempenho (dois motores, um por eixo, e tração integral), o Born VZ mantém a configuração dos restantes Born: apenas um motor, montado no eixo traseiro.

Ainda assim, a potência passa a atingir os 240 kW, ou seja, 326 cv. É um número que se aproxima do Volkswagen Golf R, por exemplo, que retira 333 cv do 2.0 TSI. O binário também impressiona: 545 Nm (!). Trata-se de uma diferença enorme face a qualquer outro Born, que não ultrapassam os 310 Nm.

Com estes valores, era inevitável que as prestações melhorassem de forma clara: os 0 aos 100 km/h em 5,7s representam praticamente menos um segundo face ao Born e-Boost (com bateria mais pequena) e a velocidade máxima dá um salto significativo de 40 km/h, ficando agora limitada a 200 km/h.

Mais potência requer mais controlo

Além do aumento de potência, o CUPRA Born VZ recebe um chassis mais afinado e passa a incluir, de série, o sistema DCC (Dynamic Chassis Control). A suspensão dianteira foi recalibrada e, atrás, chegam novos amortecedores e molas, bem como novas barras estabilizadoras.

A CUPRA indica também que a direção do Born VZ foi revista ao nível de software e de hardware, acompanhada por um sistema de travagem mais capaz e por um pedal com tato melhorado.

Por fim, o Born VZ vê igualmente a bateria crescer ligeiramente, de 77 kWh para 79 kWh (capacidade útil), o que permite anunciar até 570 km com uma única carga.

O carregamento pode ser feito em corrente alternada (AC) a 11 kW ou em corrente contínua (DC) até 170 kW. Neste último cenário, segundo a CUPRA, carregar dos 10% aos 80% demora cerca de 30 minutos.

Quando chega?

O CUPRA Born VZ será apresentado oficialmente no terceiro trimestre deste ano (durante o verão) e deverá chegar ao mercado pouco depois.

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