Há uma nova escola de negócios portuguesa a juntar-se aos prestigiados rankings do Financial Times (FT) dedicados à formação de executivos, fazendo subir para seis o total de instituições nacionais presentes nestas listas anuais. Às escolas da Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Porto, ISCTE, ISEG e Católica de Lisboa - já incluídas em edições anteriores - soma-se agora a Católica Porto Business School.
Como são avaliados os rankings do Financial Times na formação de executivos
As tabelas do FT para formação de executivos organizam-se em duas vertentes: programas customizados, concebidos em conjunto com empresas e organizações, e programas abertos, destinados a participantes individuais. Em ambos os casos, a publicação analisa factores como as metodologias pedagógicas, as qualificações do corpo docente, o contributo para o desenvolvimento de novas competências e o retorno do investimento efectuado.
Nova SBE no top 10 mundial em programas customizados
Na categoria de formação de executivos customizada - num ranking que reúne os 100 melhores programas do mundo - a NOVA SBE passou de 15º lugar para 9º. “Este resultado, que confirma uma trajetória ascendente e consistente, coloca a Formação de Executivos da Nova SBE como a única escola de língua portuguesa - e também da zona ibérica - a integrar o grupo das 10 melhores em Formação Executiva Customizada, posicionando-se ao lado de instituições como a London Business School, IMD, INSEAD”, congratula-se a faculdade, em comunicado.
Em indicadores específicos, a Nova SBE obtém algumas das classificações internacionais mais elevadas: surge em 2º lugar mundial no critério “Utilização futura”, que mede a satisfação dos participantes (avaliada pela probabilidade de regressarem à mesma escola para formações futuras); e ocupa o 6º lugar no indicador “Acompanhamento”, relativo ao suporte prestado aos participantes depois de concluírem o curso.
Já no ranking de programas abertos (que agrega 90 escolas), a Nova SBE avançou 10 posições e chegou ao 20º lugar, consolidando a sua “liderança” em Portugal. “Mais do que uma posição num ranking, este reconhecimento mostra que Portugal consegue afirmar-se entre as melhores escolas do mundo quando existe capacidade de inovação, colaboração e foco no impacto. O trabalho que fazemos na Nova SBE Executive Education procura contribuir não apenas para o desenvolvimento individual dos líderes, mas também para organizações mais competitivas, mais humanas e mais preparadas para transformar a economia nacional e internacional”, afirma Pedro Brito, CEO da Formação de Executivos da Nova SBE.
As melhores posições de sempre
Entre as escolas públicas presentes no FT, sobressai também o ISCTE Business School, que foi a que mais posições conquistou em Portugal e que protagonizou a maior subida mundial na categoria de programas abertos, estando igualmente entre as que mais evoluíram no panorama global. A escola surge no lugar 31 em programas customizados e no 51 em programas abertos. Para José Crespo de Carvalho, os resultados “confirmam o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo Iscte Executive Education e refletem uma estratégia consistente de proximidade às empresas, inovação na oferta formativa e reforço da presença internacional.”
João Duque, presidente do ISEG, defende que “Os rankings não são um fim em si mesmo, mas são um indicador importante da forma como o trabalho das escolas é reconhecido internacionalmente. No caso do ISEG, estes resultados mostram mais uma vez, consistência, ambição e capacidade de competir num espaço global muito exigente, como temos vindo a demonstrar nos últimos anos”, sublinha o presidente do ISEG, João Duque. O ISEG Executive conseguiu ficar no top 50 do FT em programas customizados (48ª posição) e em 70º nos programas abertos.
No Norte, a Porto Business School (PBS) atingiu igualmente a sua melhor classificação de sempre: subiu oito posições na categoria de programas abertos, chegando ao 35.º lugar mundial. Em comunicado, a instituição salienta que, “Desde 2020, a escola acumulou uma progressão de 40 lugares nesta categoria, consolidando uma trajetória de crescimento consistente e de crescente reconhecimento internacional”.
Entre os critérios em que a PBS mais se evidencia está o indicador “Participantes mulheres”, com uma repartição de 50/50, “refletindo o compromisso da escola com a diversidade e com uma liderança mais representativa”. A escola é ainda a segunda melhor a nível nacional em “Acompanhamento”, “Crescimento de receitas”, “Escolas parceiras” e “Satisfação global”. Em programas costumizados, ocupa a 54º lugar.
Católica-Lisboa e Católica Porto nos rankings
A Católica-Lisbon, que foi a primeira escola portuguesa a entrar neste ranking de formação de executivos do FT, há 19 anos, também melhorou a sua avaliação: foi apontada como a 26.ª melhor escola do mundo e a 19.ª melhor na Europa em programas de inscrição aberta, “subindo 11 posições quando comparado com o Ranking de 2025 e alcançando a melhor posição de sempre”, destaca. Na vertente de programas costumizados, posiciona-se em 76ª.
“Este reconhecimento sublinha, em particular, a qualidade do nosso corpo docente e a inovação dos nossos programas, pilares essenciais na formação de líderes preparados para antecipar tendências, tomar decisões estratégicas e liderar com visão, responsabilidade e impacto. É uma honra termos sido pioneiros neste ranking, abrindo o caminho para Portugal conseguir ter hoje 6 escolas de Gestão no topo da formação executiva mundial, incluindo a nossa escola irmã, a Católica Porto Business School, com quem temos vindo a estreitar parcerias na formação executiva”, afirma Filipe Santos, Dean da CATÓLICA-LISBON.
A Católica Porto Business School chegou este ano à lista da formação de executivos, destacando-se nas dimensões de crescimento, internacionalização e parcerias académicas.
No ranking de programas abertos, a Católica Porto Business School atinge a 85.ª posição mundial e, no de programas customizados, surge na 99.ª posição mundial ex-aequo. Para João Pinto, Dean da Católica Porto Business School, este reconhecimento representa “uma conquista muito significativa” e confirma “o caminho de crescimento e afirmação internacional que a Escola tem vindo a construir”.
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